segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A real beleza?

Todo mundo pede pra eu postar. Mas não ando com tempo nem pra respirar. E com essa falta de tempo eu ando tentando otimizar nos detalhes. Por exemplo: comprar quase tudo pela internet. Mas por que quase?

Pois é, algumas coisas eu simplesmente não consigo comprar online. Por exemplo, sapatos. Eu calço de 37 a 39. Logo, preciso experimentar, caminhar por horas com pisante na loja pra ter aquela (vaga) certeza de que ele não vai acabar com a minha vida no futuro.

Mas tem coisas que não machucam e eu bem gostaria de comprar a distância, via net, telefone ou até catálogo da Hermes. MAS, o mundo não permite.

De fato a coisa do precon deu uma diminuída boa e a publicidade sacou que preto também é limpinho e gasta dinheiro. Marcas como Natura e Dove são inclusão racial addicted e sempre tascam uma neguinha cota nos anúncios. Mas a real é que uma boa parcela desse setor ainda não se ligou nessa onda.

As revistas de beleza, moda, etc., simplesmente IGNORAM o fato de existirem negras. Com exceção da Taís Araújo e sua fase Helena com seus cachos colágeno em anúncios, não há mais quase NADA em editoriais de beleza que possa ajudar na compra de produtos para peles e cabelos black. No caso dos cabelos tem uma coisa o outra por aí. Sempre na rota do “amansa sarará”. O que também me irrita a vera. Sério, quem disse que eu quero cachos comportados? Quero mais é que suba, Loreal!

Agora punk mesmo é quando se trata dos makes. Se o lance é pintar a palhaça. Ferrou. A sombra laranja fica rosa Boka Loka na minha cara. O pó “morena jambo tropicana afro jungle” me lembra minha infância na terra média, quando eu brincava de bolinho de barro e passava terra na cara. O blush terracota fica vermelho Emília a boneca de pano. E os batons?? Aaaah, desses eu abri mão há meio século porque nenhum fica da cor esperada.

E aí galera! Vamos parar de FINJIR nas revistas metidas a modernas que as negras existem não existem para o editorial? (Porque o comercial já se ligou). Borá tratar o tema de maneira mais próxima da realidade? Eu também corto cabelo e pinto e, por isso, quero dicas cores para o verão e tons para o inverno que combinem com o ME tom de pele. Beleza?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pois é

Faz tempo que eu não venho aqui. Tempo suficiente pra dar nó na garganta. Tempo suficiente pra rever valores, rancores e amores. Tempo suficiente pra me perguntar o que eu quero dessa vida mais garrida.

Daí que eu volto, sempre volto ao Puf. Tenho que refletir em algum momento. Mesmo que seja a contra gosto. Mesmo que seja por desgosto. Mas eu venho. Venho aqui reavaliar as minhas escolhas. E por mais que não exponha todos os detalhes sórdidos, eu venho.

Venho pedir desculpas, venho me redimir. E venho me fazer mais forte. E editar me. Porque a alma de quem escreve é a mesma. Sempre. Seja Hamingnway (chato), seja Platão (outro chato, só que virgem), seja Camões (confuso), seja Pessoa (foda), seja Clarisse (foda também), seja repórter, seja você, seja eu. O tormento é sempre o mesmo: a inerente falta de compreensão e necessidade de auto-afirmação. Nossa em relação ao mundo e o mundo que se foda.

Hoje, particularmente eu tô com ódio, não que eu não sinta isso com a mesma freqüência que sinto amor. Mas hoje, particularmente, eu estou com ódio. Daquele de si mesmo? Daqueles que te faz repensar, digerir.

Tá tudo mesmo tão errado? Será eu errada na vida de saída. Pq né? Pra estar errada desse tanto, a essa altura, só pode ter errado de saída.
Mas e aí, existe outro jeito?
Outra forma mais fácil de errar.
Errar de maneira fácil. Só eu mesma pra solicitar algo assim.
É que né? Pedir pra não cagar no pau já é demais.

Texto vomitado, no melhor estilo que eu sei fazer.
Rancor múltiplo no core. Mas com amor suficiente pra continuar tentando.
Então, foda-se.