quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Quando o máximo

Eu maximizo. Maximizo desejos, frustrações, alegrias e momentos. Quando quero, quero muito e quanto não, mais ainda. Tanto que invento queres e de tanto querê-los faço deles meus inimigos. E então volto a maximizar, dessa vez a decepção de não tê-los alcançado.

É como se esquecesse que entre o ideal e o tangível existissse uma equação apelidada tempo. Esse tal que por vezes também se veste de algoz. Severo, indomável, lento e ordinário. Que nas horas mais inadequadas sai em disparada. Por pura má vontade. Mas se há uma ferida, paraliza e angustia até fazer de mim minha própria vítima. Ah como eu o odeio e ao mesmo tempo o venero.

E sigo por ele e para ele. Sofrendo honestamente. Não sei se por ansiedade, vontade ou vaidade. Ou tudo isso junto. E sofro maximizadamente. Na espera digna de que algo aconteça e algo sempre acontece. E nesse instante, em que a idéia passa da alma e ilusioriamente sai de si para fora, é possível perceber que o máximo foi feito.

3 comentários:

.duas doses de desdém disse...

Sentei.

Que lindo, querida! tocante mesmo.

Beijão

Adegesto Pataca disse...

O tempo cura tudo, mas por pura ironia, lhe dá novas feridas quando as antigas parecem cicatrizadas... é a vida...
Beijo!

gremunhoz disse...

A bruta flor do querer, a bruta flor, bruta flor... lindo!