quarta-feira, 30 de julho de 2008

Um Pouco de Calor

Quando eu crescer quero ser Ney! Comofas?




Saí à toa nessa madrugada
Sem saber porquê
A noite daqui é tão linda e me faz me perder
Penso num belo horizonte em poder te ver
Sei que eu não tenho mais nada a perder

Meu carro que não quer mais andar
Essa noite que não quer mais terminar
Onde está você meu amor?
Eu preciso de um pouco de calor

Saí à toa nessa madrugada
Sem saber porquê
A noite daqui é tão linda e me faz me perder
Penso num belo horizonte em poder te ver
Sei que eu não tenho mais nada a perder
Se eu não tenho mais nada a perder
No meu peito eu tenho você
É nessa estrada que eu quero estar
Eu quero o dia, a noite e o mar e cantar

Meu carro que não quer mais andar
Essa noite que não quer mais terminar
Onde está você meu amor?
Eu preciso de um pouco de calor

terça-feira, 29 de julho de 2008

Tags da vida

Hoje alguém falou algo durante o almoço. Uma bobagem, logo veio um milhão de coisas na minha cabeça associadas àquela expressão. Aí eu concluí que meu problema vai além do fenômeno jukebox do inferno.

Pausa esclarecedora: jukebox do inferno é uma fenômeno que eu sempre vivi, mas que só descobri o nome quando conheci minha digníssima gêmea Lady Bug. Isso acontece sempre vez que uma fala ou uma situação lembra uma música. Não importa se você está num boteco ou num velório, a maldita vem. Eu, por exemplo, sempre que posso evito a estação de metrô Paraíso. Porque TODA VEZ que passo por lá vem a minha cabeça: Cheguei, heim! Estou no Paraíso, que abumdância meu irmão! Juro! É mais forte do que eu!

Voltando. Como eu disse eu ando me superando. Vou além da jukebox e fico vendo o mundo em tags. É um horror. Tudo que alguém fala me vem outras milhões de coisas na cabeça. Nada de últil, claro.

Dia de Merda!

Eu já escrevi sobre alguns tipos de dia. Teve o Dia de Roupa Ruim, o Dia Perfeito, O Dia que você acorda magra, etc. Mas hoje eu quero relatar o Dia de Merda!

Depois de ter um domingo feliz, com direito a purê de batatas e top sundae eu fui deitar alegrinha. Pronto acaba aqui a brincadeira. Não dormi bem, tive um sonho péssimo, daqueles que traz memórias ruins e você acorda mal e passa o dia tudo com cara de cú. Mas blz, ainda assim seria possível reverter.

Não fosse, claro, a surpresa que tive durante a higienização bucal matinal de que minha obturação estava caindo. Ó que beleza! Mas ok, segue. Fui para o trabalho lutando contra a vida e logo de saída já tomei uma invertida do boss. Ok, enter!

Lá pelas 14h, morrendo de dor de dente, não dava mais para fingir que não era comigo. Tinha que ir ao dentista. Eu ODEIO dentista! Mesmo, quese mais do que lagartixa.

Depois de ligar para 350 consultórios achei um que pudesse me atender imediatamente. Ãhã, fiquei 1 hora na sala de espera vendo a barriga do Ronaldinho na Caras véia.

Até que fui atendida e aí que vem a melhor notícia. Não foi uma simples obturação que caiu como eu imaginava. Foi O DENTE QUE QUEBROU! Sim, meu dente quebrou de tanto bater no debaixo. Pensei, eu devo ser um urso! Porque só um ser que rói fêmur consegue quebrar a parte de DENTRO do segundo molar superior!

Pensa que acabou? Nãaaaao! O conserto da bagaça vai ficar em 402 REAIS! Chuuuupa essa manga! Segundo a dentista, uma fofa por sinal, se fosse a parte de fora sairia MUUUUITO mais barato. Lóoooooogico!

Depois disso, pra fechar com chave de alumínio eu tive algo que não tinha há séculos: insônia. Agora tô aqui, com sono e duas pochetes em baixo dos olhos, mas feliz. Porque, pelo menos, o dia de merda acabou!


Ache o primeiro molar superior!

domingo, 20 de julho de 2008

Na minha mão é mais barato!

Cheguei à conclusão que eu acredito no marketing, na publicidade e em todos os seus derivados. É foda. Eu não posso ver um "leve dois pague um" que vou logo querendo comprar. Mesmo que sejam dois lençóis de solteiro (sendo minha cama de casal).

Tive a prova disso outro dia. Saí pra almoçar com dois amigos num domingo de sol feliz. Comemos bem, muito bem e depois fomos dar um rolê pelo bairro em busca de um sorvete. Até aí tudo lindo e dentro do foco.

Até que nos deparamos com uma promoção de sapatos. Uma loja normalmente cara, mas que tava com tudo pela metade dos preços. LÓOOOGICO que eu comprei um par. Tudo bem, o sapato é alto, lindo, confortável e cheio de dignidade. Excelente investimento. Mas eu já me deparei com milhões de sapatos assim e nem por isso comprei todos eles, principalmente num domingo de sol com amigos. No fundo, eu sei o que me fez levar esse pra casa foram as malditas palavras PROMOÇÃO, DESCONTO, PARCELAS ETC...

Eu não consigo resistir a etiquetas vermelhas, placas de sale e nem mesmo a campanhas de lançamento de lanches do McDonalds. Eu sou totalmente vulnerável, altamente influenciável e facilmente persuasível pelas artimanhas (ótima palavra) publicitárias. Mesmo tendo estudado comunicação e tido aula de semiótica!

E não para por aqui, a minha nóia de consumo mais por menos se estende a tudo nessa vida. Se a batata tá R$ 0,50 o quilo eu levo logo dois pra casa SÓ PRA PAGAR UM REAL! Adoro um fim de feira para levar tuuudo pela metade do preço. Sou capaz de comprar até uma jaca se estiver com desconto! E olha que eu odeio jaca!

Ufa! Desabafei!
Bom, se souberem de algum rapa da fábrica ou deu a louca no gerente me convidem. Pode ser promo de qualquer coisa. Independente do nome do defunto, eu quero é chorar!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Lei seca!

Olha, esse texto não pretende ser um manifesto contra a lei seca (nem a favor). E olha que eu até acho válido uma medida que dê uma intimidada nos manés que enchem a cara e pegam o carro como se não houvesse amanhã e nem outras pessoas na rua.

Deixando de lado todo esse blá, blá, blá politicamente correto, vi um lide hoje que me fez concluir: Balada sem goró não é balada. Que me desculpem os sóbrios, mas os bêbados são a alegria da noite. Sem eles a festa não tem brilho, a pista não tem vexame e no dia seguinte não tem piada.

Gente, o álcool é um lubrificante social! Sem ele muitos casais deixariam de ter se formado (e outros de serem desfeitos), amizades não seriam sacramentadas, contratos não seria fechados, verdades edificantes (ou não) não teriam sido ditas (e virado mágoas maléficas), muitas crianças quiçá não teriam nem nascido (bem, essa parte até que seria legal).

É da natureza encher a cara. O vídeo a seguir feito pela Animal Planet só comprova o que eu disse.





Por isso, se beber não dirija. Mas também não vai deixar de encher a cara em festas para ficar por aí pilotando. Larga essa porra em casa e vai de táxi!

PS.: se liga na ressaca do macaco. Vc vai se identificar, certeza!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Acenda a sua!

Essa semana eu publiquei um post indicando o Macumba Online. E hoje, recebi de uma amiga outra ferramenta para exercício da fé online: o Acenda sua vela.

Porque né? Tem gente que num é chegado num terreiro. E se é chegado num sincretismo se joga e acende uma vela pro Hôme também. Se não fizer bem, acho que mal não faz.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Eu coração Ogros!

To aqui, vendo Sherek e concluí: gosto mesmo é de um bom Ogro!

É gente, definitivamente o que me atrai não é a baleza convencional das pessoas. A começar porque eu sou do contra, isso é fato. E se todo mundo gosta pra mim já tem algo errado de saída. Porque o indivíduo até que é inteligente (pelo menos, deveria ser), mas a massa é burra. E se a massa reunida gosta, há controvérsias.

Não que a popularidade seja necessariamente um problema. Não é porque tem Ibope que é ruim. Mas também não é porque tem que é bom. Vide Calypso.

Mas voltando ao foco. Não tenho vocação pra mosca de padaria em volta de bolo de vitrine. Sem contar que, homem tipicamente bonito me dá preguiça. Tenho cá pra mim uma teoria (baseada exclusivamente no meu achismo) de que os unânimes geralmente são pouco esforçados, folgados e sem repertório. Simplesmente, porque nunca tiveram que se matar pra pegar alguém na vida. Tudo vem fácil. Logo, não valoriza!

É uma questão mercadológica. Como a oferta pro feinho é curta, ele aprende desde cedo a se garantir em outros aspectos como charme, intelecto, sexo. E aí ele se supera.

Veja, eu gosto de coisas belas, admiriro e consumo. E também não vou negar um pega num Gato Pacarai de Oliveira Bastante. Mas pra casar é outra história. E não dá pra escolher homem como escolho sapatos. Até porque escolho mal, os sapatos, é claro.

Eu prefiro o Sherek ao Encantado...

Pé de pato, bangalô, três meses!

Um amigo do trabalho me apresentou o Macumba online. Lógico que depois de twittar eu mandei ver e fiz uma mandinga pra chamar de minha. Calma, não desejei nada pra ninguém! Tenho mais o que fazer do que tentar foder a vida alheia via sites de macumba. Por exemplo, fazer um ebó pra minzinha ficar rica e perseguir o verão forever tale quale Giselão!

Dá pra fazer macumba pra tudo: foder a vida (tá escrito assim), arrumar marido, emagrecer, ficar inteligente, deixar vesgo. Dá até pra fazer cair os dentes do seu desafeto. Mas ai, acho over fazer cair dente!

Pois é, agora além de tudo, virei macumbeira (uma coisa Vanessa da Mata abraçando a negritude nagô). Aproveita, vai lá e fortalece meu Anjucá de Jurema. É só clicar no fortalecimento!

Olho gordo

Mas assim gente. De tudo, mas TUDO que ela tem, do namorado mara aos 50 quilos bem distribuídos, passando pela conta bancária, o que eu mais invejo na Gisele Bündchen é a capacidade que ela tem de perseguir o verão.

Se liga. A nega consegue reunir todo o bonde gaúcho lá na Costa Rica pra comemorar o aniversário. "A idéia é curtir o churrascão e o verão do hemisfério Norte". Tá bom!

Carai! Como eu queria poder perseguir o solstício de verão pelos hemisférios da vida...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Peixoto Peixe Vivo

Era uma vez o Peixoto Peixe Vivo. Um peixinho serelepe que vivia no bairro da Água Branca, coral 119 (o mais colorido) do bloco 5. Peixoto teve uma infância feliz, com pais tranqüilos e equilibrados, nada muito emocionante, nada muito desgastante.

Desde pequeno Peixoto gostava de dar saltos mortais com direito a piruetas e duplos carpados. Todos elogiavam o talento do pequeno peixe. Até que Peixoto cresceu. E no seu aniversário de 18 semanas seu pai o chamou de canto e disse: você já é um adulto, está na hora de arrumar um emprego.

Peixoto, sem esmorecer, disse "serei um peixe saltador". E não deu outra, em pouco tempo se tornou uma lenda em Água Branca. Multidões se enfileiravam para vê-lo rodopiar, contorcer, revirar.

Sr. e Sra. Peixe Vivo explodiam de orgulho ao verem o nome do filho brilhar nas luzes da ribalta. Mas o tempo foi passando e Peixoto já não tinha o mesmo prazer em saltar de outrora. Já não se divertia como antes, nem mesmo com o duplo carpado. E cada vez mais o fazia por obrigação e mecanicamente.

Mas não podia desistir, porque era aquilo que ele fazia de melhor, era só aquilo que ele sabia fazer. E assim continuou por toda a sua breve existência aquariana... FIM!

Moral da história: não importa o que você faça. Trabalhar é sempre uma merda!

Ps.: para os desavisados. Não estou com problemas no trampo, nem nada. Tá td certo. Só acho que se trabalhar fosse bom, ninguém te pagava pra isso.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Alterego

Bom, como qualquer maluco eu já abracei diversos ateregos. Eu não deveria dizer isso, mas houve uma época em que até a Xuxa figurou minha mente. É não me orgulho, mas justifico que nessa fase eu era um ser desprovido de superego. Era apenas um id ambulante e indefeso que não pesava mais que uma arroba e 100% inconsciente. Ou seja, uma criança.

Da época da Xuxa até hoje eu evolui (ah vá, um pouco!). Passei a pesar umas 4 arrobas e abracei alguns alteregos mais interessantes. Principalmente, porque deixei de ser esquizofrênica e caí na real inclusive com meus amigos imaginários (leia-se não loiras, não brancas e não de cabelos lisos). Oh que vantagem!

Sei que hoje, depois de algumas mudanças o meu alterego no momento é alguém bem foda. Simplesmente por EU quis assim.





Valeu Lory!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Piaf

Ontem eu assisti ao filme "Piaf - Um hino ao amor". Ok, o assunto é velho, mas como eu boicoto cinemas em prol do meu bolso, tenho que esperar que outros formatos de mídia cheguem ao mercado. Bom, o que interessa é que estou completamente apaixonada e queria compartilhar. Há muito eu não via uma história tão sensível, sublime, FO-DA!



Non, je ne regrette rien
Non!
Rien de rien...
Non !
Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !
Non!
Rien de rien...
Non !

C’est payé,
Balayé,
Oublié,
Je me fous du passé !
Avec me souvenirs
J’ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n’ai plus besoin d’eux !

Balayé les amours,
Avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours
Je repars à zéro...

Non!
Rien de rien...
Non !
Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !
Non!
Rien de rien...
Non !

Car ma vie,
Car mes joies,
Aujourd’hui,
Ça commence avec toi !

Como vocês non parlê francê como moá, vejam a tradução aqui.

terça-feira, 1 de julho de 2008

The end

Olha, eu acredito no fim do mundo. É sério! Acho que essa porra toda vai acabar. Pelo menos, da forma como a gente entende, vai. Ainda não sei como vai ser. Se cairão bolas de fogo do céu, se o sertão vai virar mar e se o mar vai virar sertão. Ate aceito sugestões...

Mas a minha dúvida é quando. Porque antes eu achava que ia demorar um pouco e tals, mas agora tenho observado detalhes que tem me feito repensar essa demora.

Por exemplo, recentemente um amigo contou algo foda. Ela tava vacilando ali na região da Av. Paulista, onde exite mais pombos do que gente corporativa (mentira). Daí que ele viu uma pomba comer uma Ruffles em um único golpe. Meu, a fiadaputa jogou a batata pra cima e numa bocada engoliu. Pânico, terror e aflição!

Logo em seguida, ele encontrou um outro amigo que ao esperar o farol abrir para pedestres se ligou que uma pomba fazia o mesmo. A ave maldita estava esperando o sinal abrir para atravessar a rua! E quando abriu, ELA FOI!

Tudo bem gente, meus amigos não são normais, além de meio vagabundos também. Porque né? Ficar por aí observando pomba é coisa de aposentado. Mas vê se isso não tem cara de fim do mundo???

Eu consegui até imaginar. Vai ser uma coisa tipo Eu Sou a Lenda, só que no lugar de zumbis seremos comidos por pombas mutantes.

Duvida? Espera só elas enjoarem de Ruffles...