sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Enchente

Ontem vivi um dos momentos mais surreais da minha vida. Durante a tempestade que caia loucamente em São Paulo eu estava no carro de uma amiga indo pra casa dela. Até aí, chuvas torrenciais nessa época do ano não é novidade para quem vive nessa cidade. Conseqüentes alagamentos também não.

O problema é quando você de expectador se vê no meio da enchente. Por mais que aquilo lhe pareça comum e já tenha acontecido com pessoas próximas a você, a sensação é de impotência. O carro está enchendo e lá fora tá mais cheio ainda.

Você não quer sair e nadar na água suja, mas a chuva não dá sinais de parar. E você fica ali a deriva, boiando no meio da lama da cidade encarando a sua fragilidade diante das causalidades da vida.

Daí que, passado o desespero, eu percebi que já me vi assim em muitos outros momentos da minha vida, só que não foi por intempéries. Quantas e quantas vezes já me vi ilhada, com sensação de estar no meio da lama, sem saber o que fazer.

E o pior é que quem está de fora, sempre tem um palpite pra dar. "Mas porque vocês fezeram esse caminho se estava alagado?". (Porque eu adoro ficar no meio da enchente, sempre que posso eu faço isso).

Porque visto de fora, parece simples. Assim como na vida. Quando o problema é com os outros é fácil de resolver. Mas quando é você que tá na chuva e água subindo, eu quero ver...

A notícia boa é que chuva passa, a água suja desce e o resgate vem. Seja em forma de guincho ou de serviço auto relâmpago. E depois que você se livra dos prejuízos, tudo volta ao normal.

Até a próxima enchente...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Enredo do Meu Samba

Letra: Jorge Aragão

Não entendi o enredo
Desse samba amor
Já desfilei na passarela do teu
Coração
Gastei a subvenção
Do amor que você me entregou
Passei pro segundo grupo e com razão
Passei pro segundo grupo e com razão (Não entendi)
Meu coração carnavalesco
Não foi mais que um adereço
Teve um dez em fantasia
Mas perdeu em harmonia
Sei que atravessei um mar
De alegorias
Desclassifiquei o amor de tantas alegrias
Agora sei
Desfilei sob aplausos da ilusão
E hoje tenho esse samba de amor, por comissão
Fim do o carnaval
Nas cinzas pude perceber
Na apuração perdi você



:-D

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Em tempo...

Ainda na onda das frases horríveis de se dizer e ouvir. Eu lembrei de algumas pérolas que algumas amigas tiveram que engolir recentemente. Tem uma minha no bolo. É claro.

Segue:
É que estamos em processo de volta.
Uma coisa meio operação Sanguessuga da Polícia Federal, saca?

Não é você, sou eu.
Sério? Nos últimos 30 anos eu pensei que fosse eu!

Mas você é uma potencial namorada.
Em se tratando de potencialidade matemática qualquer um no mundo, com exceção dos seus progenitores, pode ser considerado um (a) pontencial namorado (a)

Você não cabe na minha vida no momento.
Ok, caber por não caber eu também não caibo num jeans 36 há pelo menos 10 anos. E isso me agride beeem mais.

Ela é só uma amiga que me dá uma força de vez em quando.
Aaaah tá, no meu tempo isso tinha outro nome

Eu me auto analiso.
Então se auto demita como terapeuta porque não está funcionando.

Mas a gente ainda pode ser amigos.
Claaaro, te ligo para marcar um joguinho de bocha no domingo. Aguarde!

Você não entendeu o que eu quis dizer.
Não mesmo. Não tenho fluência em árabe.

Se você já ouviu algo bizzaro, não se sinta sozinha, me conte! Rancor compartilhado vira piada...
;-)

Se cuida...

Eu sempre me pergunto por que quando as pessoas não têm nada a dizer adouram mandar um "se cuida"??? Geralmente isso rola no final de alguma conversa chata, rompimento, despedida etc.

Afff! Não tem nada menos lugar comum pra dizer não? Eu me sinto na novela das seis quando ouço isso. Exatamente na cena em que o Lábio chato Assunção termina comigo.

E outra, o "se cuida" vem com uma mensagem subliminar bem mais chata. Na real, nego quer mesmo e mandar um sonoro "foda-se, se vira, porque eu não faço mais parte disso". Mas pra pagar de mocinho filme B, lança mão do "se cuida".

Sem contar que não faz sentido. A não ser em casos de doença. Tipo, você encontra com um amigo e ele está doente. Aí você manda: se cuida heim? Num vai tomar gelado, andar descalço, sair sem agasalho...essas coisas.

Até porque, nós, primatas, adultos, bípedes e sapiens normalmente sabemos o que é auto preservação e sabemos nos cuidar. Afinal, faz tempo que estamos por aqui.

Logo, se você não se importa mais com a pessoa, não tente ser camaradinha. Vai por mim, eu já estive dos dois lados e garanto, é tosco, piegas e soa pretensioso.

Para dar uma força, segue umas alternativas ao se cuida pra você lançar mão:

Até logo!
A gente se fala!
Até mais!
Eu te ligo!(é mentira, é claro, e o interlocutor sabe disso, mas ok)
Adeus!(esse tem que ser só em situações dramáticas)
Tenha uma boa vida!
Vá com Deus (Roberta Miranda)
Foda-se! (é mais honesto)
.....(experimente não dizer nada, é melhor)


:-/

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Nota

Gente, foi quase um mês de abandono. Tadico do Puf.
Fifu fifu!

:-o

Adiando a ressaca

Passou o ano novo, o carnaval, o Woodstock de nerds, o horário de verão e eu praticamente nem vi. Estou só adiando a ressaca. Não essa, pós jaca, que vocês conhecem bem. Eu falo de algo mais amplo. Digamos, uma ressaca geral, da vida, do planeta até.

O problema vai ser quando eu der uma parada. Sabe aquele lance de quando você é criança que se machuca no meio da brincadeira e nem sente. A coisa só dói mesmo quando você vai pra casa tomar banho e dormir. É meu querido, quando o corpo esfria as mazelas aparecem.

É por isso, que de certa forma, eu estou curtindo adiar o day after. Ficar no looping consentido e assumido, tanto no profissional, quanto no pessoal. E até que está sendo uma fase boa.

Agora, uma certeza eu tenho. A ressaca vem! E quando ela vier...Ah! Quando ela vier eu penso a respeito.

;-)

Ps.: que saudade de sentar!