quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Esse ano...

Eu não sei se é a época do ano, com seu clima mais que humano de boas festas e blá, blá, blá, ou se é só o calor do sertão derretendo o meu cérebro. Mas eu hoje, dia 31/12/2008, acordei meio assim, pedindo perdão pra vida. Não pelas falhas passadas, porque essa lista seria interminável e talvez imperdoável (zzzzzzz). Mas só pela vontade de me redimir.

Primeiro, a mim mesma. Por todas as fugas, sabotagens e falta de coragem. Tudo que eu podia, mas não fiz. Tudo que eu pensei, mas não materializei. E tudo que se quer planejei.

Segundo, aos que amo, pelos mesmos motivos e mais alguns. O principal é a falta de compreensão dispensada. Sei lá acho que o ser humano sempre peca por pura ignorância. Ok, alguns também pela falta de competência, mavon e traquejo social. Mas a maioria é só por ignorar que certas coisas existem lá fora. E assim pautamos o mundo por nós mesmos e insistismos em enquadrar tudo nisso.

Segundo, quero me redimir diante dos que não conheço. Ok, eu nem amo vocês, e vocês também cagam pra mim. Mas isso não significa que como igual eu não sinta uma certa responsabilidade por fazer parte de tudo isso e não fazer o suficiente pelo contexto.

Logo, aproveito o ensejo pra pensar. Porque pra mim a virada do ano simboliza a chance de refletir e recomeçar. De renovar-se pra seguir em frente. E em 2009 espero que estejamos aqui pra fazer tudo de novo, mas diferente!

Aquela coisa toda pra você e pros seus!
Ah, e mais compreensão no coração...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

De repente 30?

Um dia você acorda e está com 30 anos. E não há nada que possa fazer pra mudar isso. Mas a parte boa é que você nem mudaria se pudesse.

Você apenas olha pra traz e se vê. Aos 10, 15, 20, 25 e em todos os outros anos menos redondos que esses. E bate uma saudade, uma nostalgia e até uma ponta de melancolia.

E consegue mesmo ver tudo, de ruim e de bom. Cada erro, cada acerto, cada escolha que te trouxe até aqui. E se envergonha de si, mas também se orgulha. Com o dia que dançou quadrilha com o primeiro amor e com o tombo de bicicleta na ladeira depois de brecar com o freio da frente.

Lembra quantas vezes chorou por não se sentir suficiente para o mundo, mas também sorriu por ver que o mundo não lhe bastava. Sente uma gratidão profunda, quase feliz, por cada um desses fragmentos. Mas nem por um segundo trocaria o hoje pra retornar.

É assim que chego aos tão simbólicos 30 anos. Não de repente, porque cada ciclo foi vivido sem cortes. Meio confusa com o que virá, porém, com muito mais força e expectativa de continuar.

E agora, com a alma um pouco mais velha e o corpo mais calmo, sigo com uma vontade que só cresce e pra diferentes rumos. E constato que aqui também se sonha. E que também é bonito. E aposto comigo mesma, só pra pagar pra ver, que nunca passa.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Máquina do tempo

- Titia é seu aniversário dia 24, né?
- É sim, meu amor.
- Você vai estar aqui com a gente?
- Vou sim!
- Quantos anos você vai fazer?
- 30.
- ...(silêncio do outro aldo da linha)
- Titia, isso é muito?
- Depende, em relação a você é tempo pra caraleo (omite o caraleo, ela só tem 5 anos). Seis vezes mais que você.
- Nossa tia! Como você é velha! É mais que o vovô?
- Não, o vovô é meu pai. Ele nasceu antes de mim.
- Huum. É mais que a mamãe?
- Não, a sua mãe é minha irmã mais velha, ela nasceu primeiro tb. Tipo vc e a Fer.
- E que o titio?
- Sim, porque o titio nasceu depois de mim.
- Huuum...Vai ter bolo?
- Vai sim Flávia!
- EEEEEEE!*

*Finalmente uma resposta satisfatória.

Flávia é minha sobrinha número dois. Espanhola de sangue quente tem olhos doces e ao mesmo tempo severos e muito mais certeza do que quer do que muita gente de 30.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O fantástico mundo da busca

Se você tem blog e acompanha o Analytics deve ter acesso às palavras-chaves que o povo joga no Google e acaba caindo na sua página. Eu sempre segurei essa merenda calada , mas não dá mais. Tenho que dividir com vocês.

a mulher mais cabelo duro do mundo (fotos)
Vizualiza comigo. Nêgo entra no Google e joga isso na busca. Sério!

associação evangélica fiel até debaixo d'água
Isso parece coisa de curintxxia.

igreja evangelica pentecostal cuspe de cristo
Ok. Eu passo.

aula de puf
Vc quer aprender a fazer ou a sentar/deitar?

calcinhas celebres
Ainda bem que as minha são anônimas.

como amarrar o chocalho na canela
Pergunta pra Tieta do Agreste ou pra morena d'Angola.

como se senta com etiqueta

Pergunta pra Glória Kalil.

dragão de comodo come gente?
Ele na real gosta de carniça, mas se vc vacilar ele te come sim. Mas de boa, qual a chance de vc trombar com um?

utero emborcado
O que vem a ser um útero emborcado? Amigos médicos que lêem esse blog, dêem o parecer pls.

ivermectina piolho
Remédio pra piolho? Ju-ro que nunca escrevi a respeito.

ebós para arrumar emprego
Sugiro procurar emprego. Dizem que funciona tb.

eu meu amigo muito dificil
Difícil de lidar ou difícil de pegar? Não entendi...

aprende que com quem você mais se importa é quem mais te decpciona

Aposto que é emo.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Pequi é vida!



Eu adoro o mês de dezembro. Por diversos motivos. Primeiro porque é o mês do meu aniversário (24 de dezembro, anota aí mané!) e eu amo fazer aniversário. Além disso, tem natal, abraços a lot, ano novo, pausa no trampo, presentes (sempre ganhei dois), peru, lombo, champa, estrogão da tia Neuza de aniver pra Larissa etc...

Mas tem uma coisa que torna dezembro ainda mais especial: é o único mês do ano que dá pequi. Sim, pequi. Pra quem não conhece é um fruto bizarro do cerrado muuuito usado na culinária goiana. (Vai na Wikipedia, vai!)

Na verdade a época do pequi vai de setembro a fevereiro, mas eu só posso comer de fato em dezembro que é quando eu colo na Terra Média por mais tempo.

Mas como pra tudo dá-se um jeito nessa vida eu acabo de receber uma notícia incrível. O Chico Barrigudo me chamou no MSN pra dizer que já estocou uns dois litros* de pequi pra mim. Pois é, ele compra, congela e eu trago na mala quando volto pra SP.

E eu gosto tanto, mas tanto, que vocês não imaginam os micos que eu já paguei traficando pequi de um estado a outro. Foram inúmeras as vezes que fiz a retirante pobre loka e trouxe o tal no busão. Como são TODAS as horas de viagem, ele acaba descongelando e mesmo com cinco mil voltas de papel filme e um pote super isolante o cheiro dele predomina e dá-lhe: "Eeeee goiana! Me convida pro pequi!"

É, porque o pequi é bem peculiar. Não só no cheiro, como na cor e no gosto. Ele exige toda uma prática na hora de comer. Porque dentro da sua casca dura tem milhões de espinhos. Ou seja, é só pra iniciados ou sob supervisão.

Tem um amigo que jura que nós, goianos, na verdade não gostamos de pequi. "Porque ninguém gosta daquilo. A gente come porque se acostumou desde cedo e não lembra o quanto é ruim".

Bom, se for isso mesmo o condicionamento teve 100% de sucesso comigo. Desde que meu pai falou das bolinhas eu não consigo pensar em outra coisa. Até porque passo grande parte do meu dia pensando no que comer.

*não, não foi erro meu. O pequi, apesar de sólido, é vendido em litros. Juro! Se liga na latinha na banca...

PS.: hoje eu fiz a última leva do meu estoque de pequi. Ficou incrível e eu comi uns três pratos. Ai ai ai...Morri!

PS2.: Como agora tem vôo pra Rio Verde, apesar do medo que tenho, vou de avião. Será que consigo traficar pequi aereamente falando???

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sem título

Só queria dormir. Com a luz apagada e a TV desligada só o reflexo da noite e o barulho da chuva fina. Que noite incrível de quase verão. Entre bobagens, vem algo que volta e meia me encontra no travesseiro. Não, não é ruim, é apenas uma ausência que às vezes se deita ao meu lado quando tudo dorme fora de mim.

Não se trata de perda, muito menos de dor. É apenas ausência. A falta que faz sentir. Sentir o cheiro, o peso, a vontade. Abraçar a saudade, a raiva e a ansiedade. Ter medo, ciúmes e uma certeza intocável de exclusividade.

Ah, e é claro, a cumplicidade. Aquela que só dois conseguem ter. Não porque se fundem, mas porque se aprofundam. Tanto e tão, que se é capaz de mostrar-se feio cada um. E se mostra. Mesmo sabendo que o feio, feio o é de fato.

E acho que no fim das contas todas as buscas se resumem nisso. Até para os mais distraídos e os de menos boa vontade. O desejo extremo de sentir. Pra simplesmente sentir, bem lá no fundo, que está vivo. E assim deitar-se e refastelar-se na cama, mais uma vez, sentindo.

Ah! Tô meio Paulinho hoje. Aliás, ouçam!

Apego

"Se você olhar atentamente você verá que existe apenas uma coisa e somente uma coisa que causa infelicidade. O nome desta coisa é apego. O que é apego? Um estado emocional de aderência causado pela crença de que sem alguma coisa particular ou alguma pessoa você não consegue ser feliz."

Anthony de Mello

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Na nóia do Blip

Eu nóio. Sim, quem me conhece um pouco sabe. Quando eu entro numas com alguma coisa é foda. Eu fico naquilo há de eterno. Isso vale pra quase tudo: comidas, roupas, baladas, objetos, tecnologias...

Daí que agora a minha nóia se chama Blip*. É tipo um Twitter, só que você pode mandar além da micro mensagem, uma música. Gente, é tipo a melhor invenção depois da roda. Viu! Não falei que eu tava na nóia?

É que eu sempre achei que a vida tem trilha sonora. E quando conheci a Lady ela me tirou de anos de solidão mental batizando esse problema de taguear músicas na cabeça de Jukebox do Inferno.

E agora, o Blip me faz ficar emocionada. Porque é a ferramenta que precisava para exercitar a Jukebox do inferno na prática e na íntegra. Tipo, você pensa na música vai lá blipa. Se for boa fica ouvindo forever, se for ruim ela sai da sua cabeça para a virtualidade. É incrível!

Sem contar que você vai juntando listeners, que são pessoas que gostam de ouvir e de blipar coisas afins. E isso tb mudou um aspecto da minha vida: fazer amigos online. Eu nunca tinha feito isso. Mas com o Blip é como se as pessoas andassem com uma placa descrevendo o seu perfil na rua. Têm vários @'s na minha vida que até um mês não existiam. E como se viessem com pedigree.

Se eu encontrar o cara que inventou isso eu peço em casamento e vou vender Yakult e chapeado pra sustentar o gênio. Te dedico Bliper number 1!

*Se você quer saber o que é Blip dá uma olha da no menu ao lado.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Fail

Esse não é pra ser um texto negativista, nem pessimista. Mas já notou como as coisas às vezes simplesmente dão errado? Você fez tudo certo, seguiu a cartilha à risca, mas na hora H dá merda.

Hoje eu acordei, era para ser emenda de feriado, mas eu tive que trabalhar. Ok, faz parte, nem todo dia tem sol, nem todo cartão é de crédito e nem toda sexta vira emenda. É assim que a vida funciona.

E eu sou uma cretina Pollyana, que sempre acha que tudo vai dar certo. Mas a chance de dar errado é real e às vezes acontece. Digo isso porque hoje, depois de trampar no mode pós feriado eu fui cortar o cabelo. Fail! Acho que exagerei na tosa e que ficou uma merda. Ah, todo mundo sente isso depois de um corte de cabelo. É, sente. Mas tem mais.

Tirei um cochilinho ainda inconformada com o cabelo, daí acordei e fui assuntar sobre a balada. Decidi ficar em casa. Eu tô pobre o suficiente, tenho aula de direção amanhã e o Telecine tá free essa semana. Daí que resolvi cozinhar algo realmente gostoso só pra mim. Segui para o Lugar de Gente Feliz, comprei os ingredientes e cheguei animada pra encarar o fogão.

Ia fazer uma massa. IA! Coloquei a água pra ferver e fui pro quarto. Fail! O gás acabou. Numa sexta à noite. Acabei na lasanha congelada de microondas.

E é assim, às vezes você quer uma sexta de emenda e não vai ter. Outras você vai querer um bolonhesa e o gás vai acabar. E tem momentos que você vai querer alguém e esse alguém vai estar ocupado de mais pra perceber. Mas fazer o quê? É só uma questão de probabilidade...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Vou de táxi

Se você mora em São Paulo, não tem carro e morre de mavon como eu, deve andar muito de táxi. Uma coisa Nova York só que sem glamour e pagando mais caro. E se você anda muito de táxi já deve ter se ligado que existe um universo paralelo nesse meio de transporte.

Uma vez dentro de um táxi tudo pode acontecer. E acontece! Eu já vivi situações de toda ordem. Fui cantada por um taxista na volta da balada em plena 23 de maio, às 4h da madrugada, no pior estilo dá ou desce. (Nesse caso é mata ou morre) Eu já me imaginei degolando o FDP, chutando pela porta e fugindo com o carro, claro! Porque descer na 23 naquela hora é uma idéia ruim!

Teve também uma vez que peguei o mesmo táxi duas vezes sem querer. Mas o bom foi que o taxista lembrou da minha palhaça e de quebra me devolveu um avental de garçon que eu e uma amiga tínhamos esquecido no carro da vez anterior. (Nesse dia contamos 15 piadas pra ele em troca de desconto. Funcionou). Né, Ladybug?

Sem contar aquela que tava eu e uma amiga (né, Ladybug?) num taxão quando encostou do lado um Voyage trabalhado no Durepox com duas minas e um cara dando um beijo triplo. O cara era pior que apanhar na rua. Mas as duas ficavam olhando pra gente e fazendo cara de vantagem. Eu não sei o que invejamos mais na suruba pobre: o careca disputadaço, o beijo triplo ou o Voyagera furta cor. Sem contar a observação pertinente do taxista sobre a cena: aaaaaah isso tá me cheirando a séquiço!

E como a coletânea táxi driver mundo bizarro não acaba nunca, hoje fui buscar minha TV no conserto e peguei um na volta. O motorista era do tipo que faz amizade. Um dos mais chatos, por sinal.

Daí que depois de compartilhar todos os problemas conjugais da vida, ele resolve me apresentar clipes de zouk* pelo celular. Pois é, ele me obrigou a ver quase quatro. E ainda fazendo o alternativo que não ouve rádio porque não toca nada que presta.

"Conhece o Puff Daddy? Então, esse cara é o Puff Daddy da França". Ó, que vantagem! Minha sorte, se é que existe alguma, foi que no começo do quarto clipe cheguei em casa.

*zouk: uma espécie de lambada francesa das Antilhas. Tem gente que vai querer me bater, né Dani?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Um texto clichê sobre a morte, ou seria sobre a vida?

O senso comum diz que a vida é feita de momentos. E clichês a dentro, eu concordo que no fim das contas é só isso que temos mesmo. Uma sucessão de acontecimentos fracionados e digeridos. Sejam eles bons ou ruins.

Isso veio à tona porque essa semana perdi minha vó. De todos os uber 80 da família ela era a última sobrevivente. O elo que restava com a velha guarda Fabiano Januário. E apesar de não ter tido muito contato com ela (fui criada em outro estado, leia-se há quase mil km de distância) esse foi um momento ruim. E o pior desse momento, acredite, não é a morte em si.

Aliás, acho que o que torna a perda tão sofrida não é simplesmente a partida, mas sim a certeza absoluta de que novos momentos não virão e que a possibilidade de fazer diferente já não mais existe. E o que sobra são tão somente as lembranças do que foi vivido.

E talvez, o que mais me aflija em toda e qualquer partida é o medo. Não o medo de ficar sem ou de nunca mais encontrar. Mas o medo de não ter doado o suficiente. De não ter gozado plenamente. De não vivido intensamente, enquanto era possível.

Normalmente, vivo tragada pela loucura da cidade. E os dias passam sem que eu veja. Uma segunda é sempre mais uma entre tantas já vividas. Às vezes opressora, outras bem menos.

Mas a real é que esse texto clichezento sobre a morte não passa de uma forma tosca de me redimir. De abrir a janela da consciência e gritar para mim mesma que cada dia longe de alguém que eu amo tem um preço. E é alto. Alto o suficiente para levantar dúvidas sobre as escolhas feitas.

E com a certeza de não ter de quem cobrar o resultado das minhas própias escolhas, só me resta abraçá-las e ir até o fim tentando errar menos.

E a Dona Carmem, aquela velhinha sábia que fazia brioche recheado, torta de nozes e as melhores balas de côco que comi na vida, me deu mais uma lição.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Nêga do cabelo duro

Então, pode ser uma surpresa pra alguns de vocês, mas eu sou neguinha. Há! E como toda negrinha colonizada desse país passei um tempo da vida tentando ter cabelo liso. Não, não em orgulho disso.

Mas como a adolescência é um mal que passa, essa época se fuê e com ela o rancor capilar. E já faz alguns bons anos que convivo bem com a minha juba crioula. Tanto, que esse ano, passei a tesoura do desejo de mudar e assumi de vez um sarará. E tô amando (de deus e do diabo). Há!

Pois é, com uma juba armada de dar inveja a qualquer copa de árvore eu sigo feliz. E tô tão da metida que tenho a petulância de virar fonte. Pois é, a Gabi veio me pedir pra dar dicas capilares pra quem é da minha hora (umas oito e meia, quinze pras nove). E como eu já sofri muito, capilarmente falando, nesses 30 anos de negritude sem referências, achei bacana dividir com o mundo aquilo que faço por um cabelo melhor.

Quem for assim da minha cô pode ir lá dar uma olhada (e quem não for pode repassar pra quem é). Tudo que tá lá é conhecimento empírico viu negrada?!
Beijos nagô pra vcs!

Ps.: isso não é um post pago.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Complementando

Como eu comi o item três do texto anterior com farinha, deixo a cargo de vocês a função de elaborar mais um motivo para amar o horário de verão.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ele também veio

Eu não queria falar sobre horário de verão, aliás, mentira. Eu queria sim! Tanto que estou falando. E desde que viraram-se os relógios, já falei sobre o tema com várias pessoas. Ah, é que eu faço parte do grupo que adora e defende. Tanto o horário, quanto o verão.

Por motivos óbvios eu não preciso elocubrar sobre o segundo. Mas sobre o primeiro eu quero enumerar algumas vantagens. Até porque ele já acontece TODO ano no Brasil há pelo menos 70 ANOS (e no mundo todo há muito mais tempo), e nego ainda não se acostumou.

Segue:

1-Acontece durante o verão.

2-Permite que a gente saia do trampo com uma ponta de sol. Ou pelo menos nos dá essa esperança.

4-Durante pelo menos uma semana vira desculpa incontestável para atrasos matinais de toda ordem (tipo, estou me adpatando ao novo horário). A desculpa vale pra volta ao horário velho tb.

5-Faz a tarde de sábado no boteco ser mais longa. E a do domingo também. E qualquer outra que você quiser.

6-Tem TU-DO a ver com praia. Porque simplesmente alooonga o nosso prazer praieiro.

7-Economiza energia (a redução no consumo esperada esse ano é de 4% a 5% no chamado horário de pico. Isso representa uma economia de cerca de 2.000 MW*)

8-Às vezes engloba o carnaval (Melhor e maior feriado éva. Se você não curte ter 4 dias obrigatoriamente livres ao ano esse problema é só seu).

9-Você perde uma hora quando ele começa, mas ele é tão bacana que quando acaba você ganha essa hora de volta. E geralmente é no sábado também. Ó, que vantagem!

10-Só pra inteirar 10 vantagens: Eu fico mais feliz nessa época do ano.

* dados do ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico

ps.: O horário de verão foi criado por Benjamin Franklin, em 1784, nos Estados Unidos. Ele se ligou que, durante alguns meses no ano, o Sol nascia antes do usual e concluiu que essa luz natural poderia sem aproveitada se a negrada acordasse mais cedo.

Mas foi só na Primeira Guerra Mundial, em 1916, que a Alemanha resolveu adotar a idéia. Obviamente para economizar energia durante o conflito. Na época, a principal fonte de energia era o carvão
.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Ele veio

Hoje acordei em paz, com mais fé na vida e no amor. Talvez seja influência do sol, que depois de semanas de frio e chuva veio com picos de 34º. Pode ser também só cansaço.

Cansaço de uma vida inteira de desgaste ao tentar carregar nas costas sentimentos pesados. Fardos que só agora decidi deixar para a trás, ao menos, só agora que percebi que posso fazê-lo. E o mais irônico é que não está sendo difícil abandoná-los. Até porque não há tarefa mais árdua do que carregar tudo dentro de si. Nem mesmo o que é bom.

Tudo bem que todo esse estado de ser pode mudar de novo e posso voltar atrás na tentativa de recolher os farrapos abandonados outrora por mero apego ao que vivi um dia e me trouxe ao que sou hoje. Talvez essa seja a maior dificuldade em me livrar dessa bagagem. A percepção que tenho de que ela me define.

Mas o cansaço tem obrigado a me tornar mais leve. As pernas já não agüentam mais tanto peso e a caminhada tem que continuar. Mesmo que a trilha seja em espiral e às vezes bata uma sensação de deja vú ao percorrer um novo caminho. Porque é só uma sensação.

Mas o que importa é que hoje eu acordei com o sol e estou assim, em dia com a minha paz e fé na vida e no amor. E quando meu cabelo tá bom, nada me abala!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ditado do dia

Cururu que foge da lagoa quando esquenta morre seco!

sábado, 11 de outubro de 2008

Top five estupidez life style

Ele fez um post que nem era para ser um meme, mas eu achei a idéia boa e pedi permissão para copiar. E o pior, ele autorizou! Então lá vai os meus cinco maiores momentos de estupidez. Veja, não que existam só esses e que esses sejam os piores, a escolha foi baseada apenas nas falta de capacidade de armazenar infos. Até pq os piores MESMO eu não lembro.

1.Estudando para a prova de Geometria análitica
Eu fazia faculdade de engenharia. A estupidez já começa daí, porque qual a chance de eu ser uma boa engenheira? Mas ok. Depois de passar um feriado fora e voltar no domingo ressaquenta da viagem, eu decidi estudar para a prova de GA na segunda. Eessa é a matéria mais aterrorizante do 1º ano de eng no IMT. E a gostosa aqui, achando que ia dar um guento na véspera e se dar bem. Horas a fio de estudo e a única coisa que consegui foi ficar mais ignorante e com sono. Foi aí que eu demonstrei toda minha genialidade. Peguei um copo de coca e coloquei DUAS colheres de Nescafé. Mandei pádrento. E fui estrequinada madrugada a fora estudando.
Resultado: não preguei o olho, MESMO! Cheguei as 6h40 na facu virada e com estômago na mesma. Sentei pra fazer a prova e vomitei preto em cima dos exercícios incompreensíveis. Além do vexame, tive que fazer prova substitutiva SOZINHA! Peguei uma DP, claro!


2.Trindade no ano-novo

Não tem explicação no mundo que possa justificar porque eu fiz isso. Mas sei que teve um momento em que eu achei a idéia de acampar em Trindade-RJ, também conhecida como a praia mais farofa do planeta, boa. Um adendo. É uma praia farofa inrrustida que ainda vive com ares de paraíso inexplorado (que fora há 10 anos). E no fim das contas é suja, lotada (muuuitos quévêgent's) e sem a menor infra. No réveillon bota fermento em tudo isso. E eu lá acampando. Gente, o camping tava tão lotado que eu ouvia o cara da barraca ao lado peidando. Não era nem 1h do dia primeiro eu tava na barraca dividindo o fone do iPod com o ex e pensando POR QUÊ eu tava ali.
Resultado: Paraty no dia seguinte e começo de ano com amigdalite psicossomática.


3.Inferno de balada
Eu tava no boteco, feliz (leia-se bêbada), até que veio a proposta de colar numa balada. Tudo conspirava contra, mas eu, que não ouço a segunda voz, fui. Detalhe, não menos importante, as cias eram a minha amiga (que estava anestesiada pelo fim do namoro e topava qq coisa), o cara mais chato do trabalho (e fedido, sério!), e o cara mais chato que conheci (leia-se beijei) na vida!
Resultado: Preciso dizer mais alguma coisa? Ah é, preciso. Ele, o mala do século, quis beijar minha amiga e veio me pedir pra intermediar a parada. É...


4.Matar aula? Só se for agora!

Eu não consigo mentir, assim na lata. Tem que rolar uma preparação. E um dia, na sétima série, decidi matar aula. Acontece que eu já tinha entrado na aula e até respondido chamada. Mas ok, me chamaram e eu fui. Atenção, eu morava numa cidade de alguns mil habitantes e saí pela porta da FRENTE da escola dando tchau pro porteiro que sabia que eu existia antes mesmo de eu nascer.
Resultado: antes das 8h minha mãe já estava ciente do fato e me aplicou um corretivo de um mês sem acesso a nada de bacana nessa vida. E ainda falava pros outros o porquê.

5.Feriado mendigo em Uberlândia-MG
Com 16 anos eu fui pra Uberlândia no feriado com umas seis amigas. Tava guardando grana há milênios para tal folguedo. Daí que o amigo que ia hospedar a gente teve que viajar de última hora e só na rodoviária (na ida) descobrimos que não íamos ter pouso. Ok, tendo a burra cheia de grana o que qualquer pessoa normal faria? Pois é, nós não. Nós fomos e ficamos NA RUA. Exato! Dormimos em revezamento na escada do prédio da Encol (tipo na calçada!). E durante o dia íamos pra casa de uma amiga que morava com a família de 12 pessoas pra tomar banho (e por motivos óbvios não podia nos abrigar). E ainda mentia pros velhinhos da padoca que a gente tava lá pra prestar vestibular na UFU (Universidade Federal de Uberlândia).
Resultado: quatro dias sem dormir, banho na pia da rodoviária, mentira para os pais e 200 reais no bolso na volta. POR QUE, Brasil???

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Imigrantes

Ok, esse é um papo bunda sobre um assunto mais bunda ainda. Mas ok, eu tô a fim de falar disso e caguei se é importante, quente ou interessante pra você. Até porque eu faço esse blog pra mim e tão somente pra mim. (Apesar de obrigar vocês a lerem sob torturas emocionais e enxurradas de links.)

Bom, vamos ao tema bunda. Eu tava no telefone com ela, quando nos tocamos de o quanto a nossa vida era difícil na infância. Digo, nossa vida comunicacional. Tá gente, eu sei que o mundo já teve água avonts e primaveras bem mais primaveris. Mas, por outro lado (Odeio esse termo. Mesmo! Então coloque aqui algo melhor porfa.), a gente pagava MEGA caro pra entrar em contato com quem a gente ama (ou odeia).

Sério! Vocês regulam comigo em idade (há, velhusco!), logo sabem do que tô falando. Nós nascemos no mundo do telefone público e da carta. Público porque era de adm pública. Ou sejE, caro pacarai! Ter uma bolota cinza na sua goma custava os zói da cara. Tanto que era o caso de ligar no vizinho e deixar um recado: avisa que tô passando!

Eu, como fui criada a muito leite com pêra tinha um 621-1788 em casa pra chamar de meu. Quer dizer, meu médio! Ele era mesmo é do Chico Barrigudo que regulava aquela porra a LOT. Meu, ele chegava a tirar da tomada quando eu me empolgava no chat!

Mas o tempo passou, e a coisa evoluiu e do Motorola bagaceira com meia hora de conversação a gente chegou no cuzão do iPhone. E agora quem paga a conta é você, mas ela é absurdamente mais barata e agente pode conversar de QUALQUER lugar. Até por aqui. E como comunicar é o meu forte, (veja, não disse que é bom, só disse que faço com afinco) amo muito tudo isso.

Então vamo que vamo. Trocando Idéia (ruim, é claro) via e-mail, blog, SMS, Twitter, Blip, MSN, gtalk e essa porra toda aí.

Ps.: assim como eu escrevi, leia esse post bunda ao som de Só liguei porque te aaaaamo. Não tem Blip? Vai fazer então, pô! Gente mais século XX!

Ps2.: não não é p play station 2. Só quero dizer que guardo cartas da minha adolescência como provas de que isso um dia existiu. Vou vendê-las no e-Bay.

Ps3.:que título de merda! Aceito sugestões...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Regras de etiqueta para transportes públicos

Eu pego ônibus e metrô todos os dias. Graças a minha sagacidade de morar perto é só um ônibus na ida e um metrô na volta. Sem baldeaçã! Ok, nem sofro tanto quanto a maioria que cruza a cidade. Passo nem meia hora no busão e menos de 10 minutos no metrô.

Mas acreditem, as pessoas conseguem me irritar como se eu trabalhasse* na bagaça. Fazer o quê? Vou matá? Nãaao, vou inducá. Dá dica, porque ensina é Deus. Vamolá então!

1. Espere as pessoas saírem antes de entrar no metrô:
SÓ, MAS SÓ entre no metrô DEPOIS que as pessoas que estiverem dentro do trem (na frente porta) JÁ estiverem saído. Até porque, um lugar OCUPADO, para ser ocupado por outra pessoa precisa ser DESOCUPADO. A física explica. O mesmo vale para elevadores, ônibus e espaços restritos em geral.

2.Não entupa a porta
Se você não vai descer na próxima estação por que cargas d'água estaciona suas patas na frente da porta? É síndrome de porteiro? Ou você acha que o fato de estar mais próximo da saída fará com que você escape de alguma possível merda? Não! A única coisa que você consegue com isso é empatar a vida de quem vai descer e de quem vai embarcar. Ó que gostoso!

3.Fique na sua mão na escada rolante
Olha, os ingleses não escovam os dentes, mas numa escada rolante são um exemplo a ser seguido. Já nós brasileiros, não sabemos nos comportar nesse meio de transporte. Apesar de TODOS os recados implorando para deixar a esquerda livre pra quem está com pressa, sempre tem um filhadaputa que azeda o curau. A matemática é a mesma das rodovias: quem tá com pressa para esquerda, quem não tá, pra direita.

4.Faça e obedeça às filas:
Se houver fila para entrar no trem todos entrarão. E se não te couber no vagão, não importará o quanto você empurrar, vai continuar não cabendo. A física também explica isso. Portanto, não adianta fazer montinho e ficar encoxando. Pobre adora se encoxar. Saco!

*os funcionários do metrô repetem essas dicas incessantemente e em diversos formatos midiáticos. Mas não adianta NADA!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Não basta

estar fazendo frio,
ser segunda de manhã,
ter que trabalhar,
ter que pegar ônibus e
este estar lotado,
...
TEM QUE ESTAR CHOVENDO!!!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Tem garantia?

Hoje, quando acordei, fiz como em todas as manhãs. Liguei a TV*. Só que misteriosamente ela não ligou. Fui lá, tirei da tomada, coloquei de novo e nada. Mas como sempre acordo atrasada, desisti dos testes e já fiquei puta com todos os japoneses da SempToshiba.

Até que me veio a luz: ela tem garantia! Mas como a TV foi comprada há 4 anos isso não resolveria muito. Mesmo assim fui procurar e achei tudo. A nota fiscal e o certificado da garantia. E para a minha surpresa ainda estava no prazo!

Isso porque, na época que eu comprei tava rolando uma promo de garantia de 50 meses. Só que para usufruir disso tinha que preencher um cupom, reconhecer firma e autenticar todos os seus documentos no cartório da Santos, postar tudo no correio de Brodósqui, depois de dar cinco voltas no parque do Ibirapuera. E mesmo assim EU FIZ!

Sim, apesar de ser uma coisa muuuuito paunocu, eu, o ser mais procrastinador do planeta, nos idos de 2004, validei a porra da garantia de 50 meses!

E hoje, tô feliz comigo. Mesmo sem TV, mesmo tendo que carregá-la pra ass.tec., mesmo que ela não tenha conserto, mesmo sabendo que na vida não existe garantia de que algo dará certo. Simplesmente, porque há quatro anos eu fiz a coisa certa!

Então toma essa merenda!

*sim, eu ligo a TV todo dia. Ao contrário dos descolados(que acham descolado dizer que não vêm TV) eu AMO TV! Assisto até shoptour!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Quando eu não supero a piada...

Gosto de uma fanfarronice. No sentido mais amplo da palavra. Morro de rir de qualquer coisa, quer dizer, quase qualquer coisa. Porque não sou idiota. O importante é que ela tá aqui, no meu coração. E o pior, dependendo de qual é, pode nunca mais vai embora.

E aí eu não supero a piada. Sou capaz de rir de uma mesma anedota por horas, dias, meses, quiçá, pela vida toda. Por isso vou dividir com vocês alguns dos chistes que eu jamais superei:


Os estados brasileiros e as alterações climáticas.

Eu sempre, sempre, choro de rir com essa piada.

LLo

Nem preciso explicar porque né? Insuperável!

Mini panda soltando um espirro
A mãe assusta igual gente. Foda!

Meu amigo Pederneiras.

Sofro com esse crássico!

O aniversário de um ano de Manu Vladimir.
Não importa quantas vezes eu tenha lido esse texto na vida. Eu sempre vou rir! sempre!


Cacófonos em geral (leia rápido):
Está louco de raiva.
Meu palmo olhado aqui de cima tem uns 20 cm.
Chegou há pouco de fora.

PS.: Existe uma grande diferença entre não superar a piada e matar a piada. Gente que mata a piada fica repetindo a pobre até que ela agonize e perca totalmente a graça em uma morte trágica e dolorosa.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Eu gosto é de uma coisa errada!

Tem um blog de uma mina que eu gosto muito. A Rachel. Ela fala sempre o que pensa e geralmente são coisas bacanas. Mas dessa vez ela se superou. Fez uma listinha, ou melhor, um listão, sobre o que as mulheres pensam sobre séquiço! E você pode até discordar de alguns aspectos, mas na maioria vai se identificar. Então dá uma lida! hehehehehe

39 coisas que as garotas pensam...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Caipirice



Roubei essa tirinha do blog da Lu, uma amiga de uma amiga. Amo piadas de caipira, afinal sou goiana. hehehehe

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Amoras*

Mulheres são como amoras. Por fora parecem frágeis, mas são apenas sensíveis. Mesmo quando azedas, é possível sentir que nasceram para a docilidade.

Mulheres, assim como amoras, resistem às dores do mundo. Vitoriosas, exibem suas folhas nos lugares mais inóspitos. E mesmo contra todas as forças antinaturais, insistem em dar seus frutos.

Mulheres, assim como amoras, quando encontram o seu lugar, florescem como nunca. E não se negam a dar sombra e alimento àqueles que têm sensibilidade para percebê-las. Brancas, vermelhas ou pretas, pequeninas, roliças ou pomposas, o que importa é a beleza de existir e a sua essência.

Para todas as minhas mulheres amigas que são acima de tudo amoras!

PS.: É primavera, tempo de amoras, e isso me deixa ridiculamente cafona...
Fuoda-se!

*amora = masculino de amor, segundo Lady Bug, uma das amoras mais amora dentre as amoras. Tá, ficou meio gay isso. Mas foda-se, mulheres tem imunidade viadísticas.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

quévêgents

Pra não restar dúvidas, segue a definição do criador...

Kbelo diz:
HAUAHUAAHAUHAUAHAUAHAAUAHAUHAA
sensacional
quévêgents!

Kbelo diz:
quero ver gente bonita
gente com gel no cabelo
gente que curti musica tecno

Kbelo diz:
gente elegante
gente rica
gente famosa
gente celebridade

Kbelo diz:
gente da globo
gente do ibope

●๋• Larissa Januário diz:
hahahahahahahahha

Kbelo diz:
vc quer ver gente?

●๋• Larissa Januário diz:
claaaaaro

Kbelo diz:
uhahauhuahauahuhuhauh
fico lisonjeado em saber que sou uma referencia pra vc

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Que passa?

Definitivamente o mundo é sem noção. Pelo menos, no meu mundo, cada vez mais eu vejo gente fazendo coisas extremamente sem noção!

Hoje, por exemplo, eu peguei o busão para trabalhar como tenho feito rancorozamente nos últimos meses. Tá, eu sei que ninguém gosta de pegar ônibus. Em se tratando de São Paulo então, só piora.

E eu tenho uma teoria de que quase tudo que é coletivo é horrível. (É, não gosto de gente, assim no geralzão. Muita então, nem se fala!) Afinal, corpo a corpo só é bom quando é opção. E no caso dos transportes coletivos a regra do cada um no seu quadrado simplesmente não existe. Nêgo invade seu espaço sem dó. E você fica lá, absorvendo involuntariamente fluidos corporais de quem você nem conhece.

Mas voltando ao episódio sem noção da semana. Eu entrei no busão, mirei no primeiro lugar vago que vi e sentei. Ao lado de uma mina no melhor estilo quévêgent's*. Até aí foda-se, né? Não!

Ela estava com uma outra amiga quévêgent's. Só que cada uma sentada em uma dupla de bancos diferentes. Detalhe, os lugares AO LADO delas estavam VAGOS! Mas em vez de sentarem juntas e conversarem civilizadamente, elas ficaram espalhadas pela parte da frente do ônibus falando aos berros sobre algo NADA relevante, claro!

Manuuu, que ódio! Eu tava de fone, com o volume no máximo, e ainda assim eu ouvia o papo da cretina sobre a prova do supletivo! Tomanocú!

E não pára aí não. Pra falar com a amiga que tava sentada lá na peida, ela virava o corpo para o MEU lado e soltava aquele bafo da morte na MINHA cara! Meu, não basta gritar na orelha alheia, tem que não limpar a cova também!

Lóoogico, que eu não conseguia ouvir a música nem me concentrar na leitura edificante da apostila do CFC! Até que quando eu já estava lacrimejando de nojódio e com metade do rosto dentro da pashimina, abençoadamente vagou um lugar que não era ao lado das duas.

Eu corri pra lá com uma cara de cú com câimbra e no resto do trajeto fiquei pensando no que passa na cabeça das pessoas...

PS.: eu tb perco a noção várias vezes, mas costuma achar.

*esse termo foi criado pelo Kbelo. E define pessoas de origem e gosto duvidosos que quando freqüentam grandes centros ficam na nóia de conhecer points de agito. Elas são conhecidas por repetirem constantemente a frase "quero ver gente", mas com sotaque e entonação bem peculiares. Daí lê-se quévêgent's! Precon na veia!

Explicação cinetífica...

...para a jukebox do inferno:

O que nos faz ficar com uma música na cabeça, e por que essa música é invariavelmente horrível?
De acordo com o neuropsicólogo Daniel Fuentes, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, há várias explicações para a "música chiclete". Uma delas está relacionada à memória afetiva. "Um dos nossos processamentos de memória mais fortes é o da afetiva, ou seja, aquela que evoca algum tipo de emoção", explica Fuentes, "As músicas chatas também mexem de alguma forma com a pessoa, pois a irritação é uma forma de emoção, e tendem a ficar mais fortemente gravadas". Assim como as canções irritantes, a memória também guarda as que fizeram parte de um momento importante, como começo ou fim de namoro, ou uma fase da vida.

Fonte: Guia dos curiosos

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Vírus: roubada!

Apresento-lhes mais uma teoria inútil: roubada é igual gripe. Vacilou já era. Sim, me refiro às roubadas que volta e meia a gente se mete nessa vida mais garrida. E vale qualquer coisa: pessoas, baladas, viagens, freelas etc.

Até porque roubada, que é roubada mesmo, tem cara, jeito e cheiro de roubada. E só tem uma forma de evitá-las, assim como a gripe: RESISTÊNCIA.

Não adianta tomar vitamina C, chupar 18 laranjas por dia (ou meia acerola). É tudo placebo, minha gente! Porque tem nego que muda até de cor de tanto tomar Cebion (que tem um gosto ruim virado no sarapó) e não adianta nada! É só tomar um ventinho noroeste no cangote que desmonta entre dores, ranhos e zóio vermelho.

O lance é criar anticorpos. Isso mesmo, toda vez que você se fode, vc se fode. Mesmo. Não tem jeito. Mas uma coisa é verdade, vai ganhando imunidade. E aquele tipo de vírus não te pega mais não.

O problema, é que assim como a praga da gripe, as roubadas assumem múltiplas formas e sempre voltam com uma nova roupagem. Por isso, você, como ser prudente e pagador de impostos que é, tem que manter o sistema imunológico sempre em alta.

Bota reparo. As roubadas geralmente são precedidas de um vacilo. Qualquer motivo serve para você enfraquecer e baixar a guarda. Pronto, temos o ambiente perfeito para a proliferação. E de repente algo que sempre foi uma péssima idéia, passa a ser cogitável. E você, com a visão deturpada pela baixa na resistência psíquica, sijoga.

Assim como a gripe, roubadas são inevitáveis. Tá no mundo, tá brincando.
O que dá pra fazer é reduzir o estrago. E tenho dito!

Hipervalorização do frango



Ai ai ai, Amely é vida!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Conchinha felicidade

Pois é, eu ando postando as receitas malucas aqui. Recentemente fiz uma que ficou muito cráasse! Logo, decidi compartilhar. Além de facílima de fazer, é uma géliça. Eu chamei de Conchinha da Felicidade. Então, abraça essa arraia:

Ingredientes:
Massa do tipo conchiglione - eu comprei a da Adria no lugar de gente feliz. É a melhor entre as opções pelo tamanho e pelo preço.
Gorgonzola
Brie
Golda
Mussarela ralada
Parmesão ralado
Uma bisnaga de molho de queijpo prato Polenghi. Tem de outras marcas, mas aí eu não garanto.

Preparo:
Cozinhe a massa. Mas cuidado, deixe mais ao dente, a idéia é que ela fique mais firme mesmo.
Pique a queijaiada. Se você tiver outros tipos de queijo em casa pode usar à vontade. Afinal, queijo NUNCA é de mais.

Depois que a massa já estiver mais fria vá enchendo as conchinhas com um pedaço de cada queijo e "tampe" com a mussarela ralada. Organize os barquinhos em uma forma. Reserve.

Pegue o molho de queijo e coloque em uma panela. Vá colocando as sobras dos outros queijos que você usou no recheio. Se você não é uma duênça por queijos como eu, pule essa parte e coloque o molho direto do saquinho sobre as conchinhas na forma. Tem que cobrir todo mundo.

Salpique o parmesão sobre o molho. Leve ao forno médio até dourar em cima. Pronto!
Coma até morrer, porque vai ficar bom pacarai.

PS.:Eu faço a minha cobaia Cãmi experimentar. E ela até que curte viu. Mas até aí, o que esperar de alguém que come pé de frango, né?

Temcupaeu?

Eu descobri uma coisa: sou assombrada pela culpa. Sim, o assunto é sério, eu me sinto culpada. É tipo uma paranóia que me persegue inconscientemente. Eu tô lá alegrinha aí de repente vem e BUM! Sou tomada por um mar de remorso.

E não existe uma fonte exclusiva para a prática do culpismo. Pode ser por ter comido muito, por não ter feito nada pelo social, por não fazer mais exercício físico, por ter perdido o bilhete único, por não ter passado no vestibular na Federal em 1996, por não falar chinês mandarim, por não domrir cedo, por não parar de fumar, por não preservar a natureza, por não arrumar a minha gaveta de calcinhas...Qualquer coisa serve para relembrar (o vestido velho da mulher amadaaaa - jukebox rules)!

Parte dessa psicose eu atribuo à criação católica que tive. Porque bom católico mesmo é aquele que nasce em pecado e passa o resto da vida pedindo perdão e engolindo óstia pra ter direito de passar na portaria celeste.

Ok, eu me livrei do catolicismo e faz tempo que não mando ver numa óstia. E hoje corro pelos campos da heresia livre leve e solta. Mas volta e meia, sinto uma fisgada no calcanhar que me faz tropeçar.

E sabe o que é mais foda? Não importa o que você faça nessa vida, o que vai medir a gravidade dos fatos é a sua capacidade de sentir-se culpado por eles. Logo, quem vive sem culpa, vive melhor.

Tem culpa eu?

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Top 10 jukebox do inferno!

Eu já citei o fenômeno jukebox do inferno aqui no Puf algumas vezes. Mas por via das dúvidas vou dar uma introduzida nos desavisados(urrruuuuuuuui). O lance é tipo um tocadô de música cerebral que é ativado por tags. Ou seja, qualquer palavra pode te levar a uma música por pura associação. No meu caso, como sou anormal, geralmente me leva para músicas ruins. Como no caso do Metrô Paraíso.

Pra você ter uma idéia, hoje alguém falou de anticoncepcional perto de mim, pronto, nunca mais eu parei de cantar Pare De Tomar A Pílula do Odair José. Sacou a gravidade do problema, né?

Daí que o meu mais novo amigo de infância RodOgro que também sofre do mesmo pobreminha me mandou um meme desafiador. Expor as merdas que eu ouço no meu tocadô, dessa vez no digital. Tô com medo de apanhar na rua depois disso. Tudo bem, tenho medo, mas não tenho vergonha, então chupa essa manga, negada:


Sex Bomb - Tom Jones

O nome da música é bomba de sexo. Só isso já é argumento suficiente. Mas além disso, tem a voz e o estilo crooner de churrascaria do Tom Jones que faz toooda a diferença. O que eu queria mesmo era protagonizar o clipe dessa música. Urrruuuuui Me curti a lot nesse momento!

Killing me Softly - A geral já gravou mas eu gosto mesmoé da versão The Fugges Cara, eu amo muito essa música! É sério, tenho 357 mil versões dela. Mas vamos admitir que me "mantar suavemente com sua música" é top five na breguice. Só que é do tipo de brega que ganhou imunidade de crássico.


Deixa eu te amar - Agepê
Precisa ser muito, mas muito mestre pra falar tanta putaria numa só música e ainda fazendo o romântico. Dar impunemente conotação sexual às palavras cascata, cristalina, relva e embrenhar, não é pra qualquer um. O Wando que me desculpe, mas eu quero mesmo é que me pegue no colo, me deite no solo, e me faça mulher.


Corazón Partio - Alejandro Sanz

O Alejandro só fez duas coisas nessa vida, nasceu delícia e gravou esse ícone da Antena 1 FM. Foda-se! Pero, sé que después de ti, Después de ti no hay nadaaaaaaa. AMO!


Lets Get It On - Marvin Gaye

Realiza comigo. É dezembro do ano de 2038. Você já não aguenta mais, mas toma coragem, junta as pelancas e segue para o 60º Jaca Festa da sua vida. No meio da balada, a aniversariante obriga o Disque Jóquei a tocar "Lets Get It On". Como ela acredita piamente que velhinhos tem imunidade social, decide subir no queijo e arrancar a roupa. E o faz! Pois é, essa serei eu.


Drop it like it's hot - Snoop Dogg

Bom, só de ser de quem é já começou errado. Agora dá uma sacada na letra. Pura poesia! Mas eu nem ligo, adoooro esse som.
Quando o cafetão chega em casa
Passe a grana
Quando os tiras cercarem você
Estacione
Se um babaca se engraçar
Despache
Tenho um Rolex no pulso e bebo Chandon
E fumo do melhor porque estou com tudo


Evidências - Chitãozinho e Xororó Essa eu levo MUITO a sério. Canto, danço, interpreto e sinto, acima de qualquer coisa TODA a magnitude da letra. Sem contar que é a música que tem mais refrões da história.

Infinita Highway - Engenheiros do Hawaii
Até hoje tenho que me controlar para não fechar os olhos e fazer cara de foda quando ouço "Você me faz, correr demais os riscos desta Highway. Você me faz, correr atrás
Do horizonte desta Highway. Ninguém por perto o silêncio no deserto Deserta Highway..."

É deu vergonha própria...

Ronda - Fagner/Maria Bétânia
Eu queria mesmo era mandar a "Boate Azul", mas como o Júlio César, outro novo amigo de infância, já botou na rodinha apelei para essa que seria a resposta feminina ao cráaassico do Milionário e José Rico.

Volto a te buscar
Hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres
Rolando dadinhos
Jogando bilhar...
E nesse dia então
Vai dar na primeira edição
Cena de sangue num bar
Da avenida São João...

Ps.: meu, a mina mata o cara!!!!

No te preocupes - El Simbolo
Yo te digo todo va a estar bien
No te preocupes mas,oh no
Mantén el movimiento

Ok, pode tacar pedra. Eu me entrego...

Bom

Faz tempo que eu não venho aqui né? É, ando meio de saco cheio. E como não sei falar sobre plantinhas, bichinhos e a busca incessante por um novo amor. Vou chupinhar uma piada ruim daqui do mundo real:



Mais da Amely, a boneca infalível.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Vamo ficá rico!

Gente, achei um jeito de ficar rica. Quer dizer, um jeito FÁCIL! E o melhor, vou compartilhar com vocês.

Seguinte, hoje eu saí de casa e precisava imprimir uns documentos que estavam salvos no meu penis drive. Sim, eu tenho impressora. E não, ela não está instalada. Aliás, se alguém quiser se candidatar para tal tarefa eu pago, em cerveja, claro.

Voltando. Foi fácil achar um lugar que imprimisse tais docs. Geralmente, são os mesmos que tiram xerox.

Cheguei lá e perguntei:
--Vocês mprimem?
--Sim, respondeu a atendente que já pegou o penis (há) e abriu os documentos que eu indiquei.
--Quantas cópias?
--Duas de cada, respondi inconseqüentemente, pensando que estava apenas sendo precavida.
--Colorida?
--Sim, respondi mais inconseqüentemente pensando na estética burocrática.

A mavon clicou no imprimir do Word e falou:
--Vamos lá pegar no balcão?
O processo todo levou cerca de 3 minutos.

--Quanto é, perguntei sacando uma nota de dois reais (doce ilusão).
--R$ 8, ela respondeu
--Como? Não entendi!
--OITO REAIS, repetiu ela mais claramente.

Em estado de choque, eu peguei uma nota de 10 e fiquei esperando o troco e xingando (mentalmente, pq sou covarde e tenho dificuldades com barracos) TODOS os palavrões já ditos em português.

Saí de lá ainda em choque. E depois de horas ainda pensava que tinha pago OITO REAIS para imprimirem cerca de meia dúzia de caracteres em 4 folhas A4.

Foi aí que a ficha caiu. Por que eu trabalho tanto?
Eu tenho computador, impressora e sou PHD em abrir docs de pen drive. Por que caralhos eu fico queimando neurônio trabalhando, enquanto eu poderia razoavelmente viver explorando os desavisados que precisam imprimir arquivos estúpidos a DOIS REAIS A FOLHA???

Até fui em busca do preço médio de impressão por página. Achei aqui que os valores variam entre 0,02 a 0,05 centavos. :-O

Agora pensa! Faz comigo a regra de três. Os fiodaputa têm um lucro de 100 POR CENTO!!! E detalhe, com um tempo médio de 3 minutos!

Isso é pra você parar de reclamar que não ganha dinheiro. Tá perdendo tempo! Vira meu sócio que a gente vai montá na pacoteira, enchê a burra, lavá a égua, virá magnata!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

PS

O post anterior foi feito sem NENHUMA conotoção sexual!
:-p

Quanto tá o jogo?

Ontem fui visitar uns amigos queridos. Piada vai piada vem até que deu-se o seguinte diálogo:

--Que dia é hoje, alguém perguntou.
--Doze de agosto, respondi.
E logo um tratou de lançar o bom e velho comentário de vó:
--Nossa, o ano já acabou!
Um outro sabiamente completou:
--Acabou mesmo, passou da metade já era.
Como meus amigos são um mais sábio que o outro, senta que lá vem metáfora de quinta:
--É igual jogo de futebol, começou o segundo tempo tá no fim.
Aproveitando a onda olímpica que invade a pátria de chuteiras nos mantivemos na metáfora esportiva:
--É como se estivéssemos nos primeiros minutos do segundo tempo. Se não marcou, tem marcar agora! Se não só ano que vem.

Daí que eu fiquei pensando se eu já tinha marcado meu gol em 2008. A princípio achei que não. Mas logo caiu a ficha. Marquei sim! Não foi um golaço, mas foram dois golzinhos honestos. Daqueles que já fazem o prélio valer a pena e garantem uma vaga pra próxima rodada do campeonato.

Mas o problema é que 2007, apesar de ter sido um jogo tenso, tipo partida de decisão pré rebaixamento, teve um gol incrível. Daqueles de placa, com direito à falta dentro da área e pênalti na seqüência. FODA! Logo, acho difícil que 2008 supere em emoção e resultado.

Mas apesar de tudo, o jogo segue. E eu tenho pra mim, que até os 45 consigo marcar mais um golzinho, só pra garantir.

E pra você, quanto tá o jogo?

Ps.: Eu não entendo PORRANENHUMA de futebol!
Mas foda-se!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Ahhhhhh, a Mandona vem aíii!

Pois é, ela é chata, folgada, grossa e agora, além de tudo, tá velhusca (caidapacarai). Mas e daí? Continua sendo fodamente Pop. E eu quero é rebolá em dezembro. E pra animar um pouco a sexta de chuva e frio segue:



Engrossa o coro comigo: Duiú biliiiiveeee!

Viva o Chico Barrigudo!

Hoje e aniver do meu pai. O Denny Glover do centro-oeste. E apesar da semelhança física, de máquina mortífera ele não tem nada. Pelo contrário, é um homem doce, honesto, gentil. Não fala palavrão, não mente, não bebe e parou de fumar assim que seu primeiro filho nasceu "para não dar mau exemplo".

É metido a mestre cuca, faz o melhor peixe na telha que eu já comi. Também é nerds, ou melhor, CDF. Não gosta de festa. Prefere ficar em casa lendo do que sair para balada de qualquer ordem. Não é qualquer um que faz pós graduação depois dos 60 anos.

Danem-se os clichês, mas ele sempre foi meu herói, minha referência, meu porto seguro. Não é por acaso que ele nasceu tão perto do dias dos pais.

Eu gostaria muito de estar do lado dele para dar um abraço, mas como não é possível, vou tentar dar um presente pra ele a distância que sei que ele vai adorar.

E para superar a clichezisse descontrol segue uma rima rica que eu cantava pra ele quando pequena:
Viva eu, viva tudo!
Viva o Chico Barrigudo!


Pra você ver que não é de hoje que eu arraso...
hahahahahahaha

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Creme de queijo?

Quase isso. Passei o dia pensando em comer um creme de queijo. Tava na nóia de fazer quando chegasse em casa. Essa chuva que caiu em SP hoje, depois de 20 anos de seca, tava pedindo aquele abraço por dentro que só um caldinho quente pode proporcionar.

Mas depois de levar duas horas (não é figura de linguagem, foram duas horas mesmo) debaixo de chuva, eu já tinha desistido de ir pra cozinha.

Mas não de comer, é claro! Logo, entrei no lugar de gente feliz pra conseguir suprimentos de preparo simples ideais para abrigos anti inundação.

Ledo engano. Bastou uma volta pelos corredores para a cabloca esquenta umbigo baixar em mim. Logo estava eu perdida entre os milhões de temperos. Tentando decidir o que fazer para terminar bem o dia. Até que:

Creme de queijo com iscas de frango e alho poró

Ingredientes:

-Iscas de peito de frango (no lugar de gente feliz já vende a bandejinha já com os pedacinho picados).
-alho poró picado em rodelinha
-mistura em pó para creme de queijo em pó (tem um da Arisco que é bom)
-mussarela ralada
-parmesão ralado
-requeijão cremoso
-qualquer outro queijo de sua preferência ou que você tiver na geladeira

Preparo:

Tempere o frango a gosto e refogue bem. Junte o alho poró e deixe refogar mais um pouco, mas não frite muito para que ele não perca a consistência e desapareça. Em outra panela dissolva a mistura do creme de queijo na medida de água indicada no saquinho. Quando a mistura estiver no ponto (mais grosso) vá juntando os outros queijos, inclusive o requeijão. Coloque uma pitada de noz moscada. Depois junte tudo e deixe ferver um pouco mais.

Sirva com um pouco de parmesão ralado em cima acompanhado de torradinhas. Outra dica é colocar o creme dentro de um pão italiano. Urrruuuuuuuui! Que delícia, Brasil!

PS.: vi um sapo morto na saída do trampo hoje, tomei chuva na rua, fiquei descabelada por causa disso, nada mais justo que jantar bem e dormir feliz.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Não vi e não gostei

Se tem uma coisa que me irrita é esse papo de não tenho precon. Mentiraaa! O lema é: preconceito, todo mundo tem um pra chamar de seu. Não tem jeito, vivemos com base nas experiências que tivemos na vida. Logo, temos uma carga de informação que nos faz tirar conclusões antecipadas diante de tudo.

Então não me venha com esse papo de que você não julga. Julga sim! O tempo todo! E é por essa e por outras que resolvi conversar com meu lado preconceituoso e tirá-lo do armário.

Por exemplo, tenho preconceito forte com coisas que eu nunca comi. Como coração de galinha. Odeio o aspecto dele, mini ventrículos e mini aortas não são o meu sonho de refeição. Por isso, eu nunca comi e não vou comer. E não adianta falar que é incrivel de gostoso. FODA-SE, eu posso viver sem!

Isso vale pra uma série de coisas. Tem gente que eu não conheço e nem quero conhecer só pela cara. Tem filmes que eu deixo de ver só pelo nome e livros que eu definitivamente não quero ler só pela capa! Eu não preciso assistir Triplo X dezenove pra saber que é um clássico da ridiculisse! Se bem que isso não é precon, é bom senso.

Veja, isso não faz de mim uma pessoa nojenta que classifica e rotula tudo e todos e não paga pra ver. Eu só cansei desse papo Luana Piovane de "não me julguem porque eu não julgo ninguém". Portanto, podem me julgar porque eu julgo todo mundo!

Ps.: esqueci de falar da Ostra. Sérião, eu não preciso, não quero e não vou chupar catarro com limão e areia! E tenho dito!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Um Pouco de Calor

Quando eu crescer quero ser Ney! Comofas?




Saí à toa nessa madrugada
Sem saber porquê
A noite daqui é tão linda e me faz me perder
Penso num belo horizonte em poder te ver
Sei que eu não tenho mais nada a perder

Meu carro que não quer mais andar
Essa noite que não quer mais terminar
Onde está você meu amor?
Eu preciso de um pouco de calor

Saí à toa nessa madrugada
Sem saber porquê
A noite daqui é tão linda e me faz me perder
Penso num belo horizonte em poder te ver
Sei que eu não tenho mais nada a perder
Se eu não tenho mais nada a perder
No meu peito eu tenho você
É nessa estrada que eu quero estar
Eu quero o dia, a noite e o mar e cantar

Meu carro que não quer mais andar
Essa noite que não quer mais terminar
Onde está você meu amor?
Eu preciso de um pouco de calor

terça-feira, 29 de julho de 2008

Tags da vida

Hoje alguém falou algo durante o almoço. Uma bobagem, logo veio um milhão de coisas na minha cabeça associadas àquela expressão. Aí eu concluí que meu problema vai além do fenômeno jukebox do inferno.

Pausa esclarecedora: jukebox do inferno é uma fenômeno que eu sempre vivi, mas que só descobri o nome quando conheci minha digníssima gêmea Lady Bug. Isso acontece sempre vez que uma fala ou uma situação lembra uma música. Não importa se você está num boteco ou num velório, a maldita vem. Eu, por exemplo, sempre que posso evito a estação de metrô Paraíso. Porque TODA VEZ que passo por lá vem a minha cabeça: Cheguei, heim! Estou no Paraíso, que abumdância meu irmão! Juro! É mais forte do que eu!

Voltando. Como eu disse eu ando me superando. Vou além da jukebox e fico vendo o mundo em tags. É um horror. Tudo que alguém fala me vem outras milhões de coisas na cabeça. Nada de últil, claro.

Dia de Merda!

Eu já escrevi sobre alguns tipos de dia. Teve o Dia de Roupa Ruim, o Dia Perfeito, O Dia que você acorda magra, etc. Mas hoje eu quero relatar o Dia de Merda!

Depois de ter um domingo feliz, com direito a purê de batatas e top sundae eu fui deitar alegrinha. Pronto acaba aqui a brincadeira. Não dormi bem, tive um sonho péssimo, daqueles que traz memórias ruins e você acorda mal e passa o dia tudo com cara de cú. Mas blz, ainda assim seria possível reverter.

Não fosse, claro, a surpresa que tive durante a higienização bucal matinal de que minha obturação estava caindo. Ó que beleza! Mas ok, segue. Fui para o trabalho lutando contra a vida e logo de saída já tomei uma invertida do boss. Ok, enter!

Lá pelas 14h, morrendo de dor de dente, não dava mais para fingir que não era comigo. Tinha que ir ao dentista. Eu ODEIO dentista! Mesmo, quese mais do que lagartixa.

Depois de ligar para 350 consultórios achei um que pudesse me atender imediatamente. Ãhã, fiquei 1 hora na sala de espera vendo a barriga do Ronaldinho na Caras véia.

Até que fui atendida e aí que vem a melhor notícia. Não foi uma simples obturação que caiu como eu imaginava. Foi O DENTE QUE QUEBROU! Sim, meu dente quebrou de tanto bater no debaixo. Pensei, eu devo ser um urso! Porque só um ser que rói fêmur consegue quebrar a parte de DENTRO do segundo molar superior!

Pensa que acabou? Nãaaaao! O conserto da bagaça vai ficar em 402 REAIS! Chuuuupa essa manga! Segundo a dentista, uma fofa por sinal, se fosse a parte de fora sairia MUUUUITO mais barato. Lóoooooogico!

Depois disso, pra fechar com chave de alumínio eu tive algo que não tinha há séculos: insônia. Agora tô aqui, com sono e duas pochetes em baixo dos olhos, mas feliz. Porque, pelo menos, o dia de merda acabou!


Ache o primeiro molar superior!

domingo, 20 de julho de 2008

Na minha mão é mais barato!

Cheguei à conclusão que eu acredito no marketing, na publicidade e em todos os seus derivados. É foda. Eu não posso ver um "leve dois pague um" que vou logo querendo comprar. Mesmo que sejam dois lençóis de solteiro (sendo minha cama de casal).

Tive a prova disso outro dia. Saí pra almoçar com dois amigos num domingo de sol feliz. Comemos bem, muito bem e depois fomos dar um rolê pelo bairro em busca de um sorvete. Até aí tudo lindo e dentro do foco.

Até que nos deparamos com uma promoção de sapatos. Uma loja normalmente cara, mas que tava com tudo pela metade dos preços. LÓOOOGICO que eu comprei um par. Tudo bem, o sapato é alto, lindo, confortável e cheio de dignidade. Excelente investimento. Mas eu já me deparei com milhões de sapatos assim e nem por isso comprei todos eles, principalmente num domingo de sol com amigos. No fundo, eu sei o que me fez levar esse pra casa foram as malditas palavras PROMOÇÃO, DESCONTO, PARCELAS ETC...

Eu não consigo resistir a etiquetas vermelhas, placas de sale e nem mesmo a campanhas de lançamento de lanches do McDonalds. Eu sou totalmente vulnerável, altamente influenciável e facilmente persuasível pelas artimanhas (ótima palavra) publicitárias. Mesmo tendo estudado comunicação e tido aula de semiótica!

E não para por aqui, a minha nóia de consumo mais por menos se estende a tudo nessa vida. Se a batata tá R$ 0,50 o quilo eu levo logo dois pra casa SÓ PRA PAGAR UM REAL! Adoro um fim de feira para levar tuuudo pela metade do preço. Sou capaz de comprar até uma jaca se estiver com desconto! E olha que eu odeio jaca!

Ufa! Desabafei!
Bom, se souberem de algum rapa da fábrica ou deu a louca no gerente me convidem. Pode ser promo de qualquer coisa. Independente do nome do defunto, eu quero é chorar!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Lei seca!

Olha, esse texto não pretende ser um manifesto contra a lei seca (nem a favor). E olha que eu até acho válido uma medida que dê uma intimidada nos manés que enchem a cara e pegam o carro como se não houvesse amanhã e nem outras pessoas na rua.

Deixando de lado todo esse blá, blá, blá politicamente correto, vi um lide hoje que me fez concluir: Balada sem goró não é balada. Que me desculpem os sóbrios, mas os bêbados são a alegria da noite. Sem eles a festa não tem brilho, a pista não tem vexame e no dia seguinte não tem piada.

Gente, o álcool é um lubrificante social! Sem ele muitos casais deixariam de ter se formado (e outros de serem desfeitos), amizades não seriam sacramentadas, contratos não seria fechados, verdades edificantes (ou não) não teriam sido ditas (e virado mágoas maléficas), muitas crianças quiçá não teriam nem nascido (bem, essa parte até que seria legal).

É da natureza encher a cara. O vídeo a seguir feito pela Animal Planet só comprova o que eu disse.





Por isso, se beber não dirija. Mas também não vai deixar de encher a cara em festas para ficar por aí pilotando. Larga essa porra em casa e vai de táxi!

PS.: se liga na ressaca do macaco. Vc vai se identificar, certeza!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Acenda a sua!

Essa semana eu publiquei um post indicando o Macumba Online. E hoje, recebi de uma amiga outra ferramenta para exercício da fé online: o Acenda sua vela.

Porque né? Tem gente que num é chegado num terreiro. E se é chegado num sincretismo se joga e acende uma vela pro Hôme também. Se não fizer bem, acho que mal não faz.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Eu coração Ogros!

To aqui, vendo Sherek e concluí: gosto mesmo é de um bom Ogro!

É gente, definitivamente o que me atrai não é a baleza convencional das pessoas. A começar porque eu sou do contra, isso é fato. E se todo mundo gosta pra mim já tem algo errado de saída. Porque o indivíduo até que é inteligente (pelo menos, deveria ser), mas a massa é burra. E se a massa reunida gosta, há controvérsias.

Não que a popularidade seja necessariamente um problema. Não é porque tem Ibope que é ruim. Mas também não é porque tem que é bom. Vide Calypso.

Mas voltando ao foco. Não tenho vocação pra mosca de padaria em volta de bolo de vitrine. Sem contar que, homem tipicamente bonito me dá preguiça. Tenho cá pra mim uma teoria (baseada exclusivamente no meu achismo) de que os unânimes geralmente são pouco esforçados, folgados e sem repertório. Simplesmente, porque nunca tiveram que se matar pra pegar alguém na vida. Tudo vem fácil. Logo, não valoriza!

É uma questão mercadológica. Como a oferta pro feinho é curta, ele aprende desde cedo a se garantir em outros aspectos como charme, intelecto, sexo. E aí ele se supera.

Veja, eu gosto de coisas belas, admiriro e consumo. E também não vou negar um pega num Gato Pacarai de Oliveira Bastante. Mas pra casar é outra história. E não dá pra escolher homem como escolho sapatos. Até porque escolho mal, os sapatos, é claro.

Eu prefiro o Sherek ao Encantado...

Pé de pato, bangalô, três meses!

Um amigo do trabalho me apresentou o Macumba online. Lógico que depois de twittar eu mandei ver e fiz uma mandinga pra chamar de minha. Calma, não desejei nada pra ninguém! Tenho mais o que fazer do que tentar foder a vida alheia via sites de macumba. Por exemplo, fazer um ebó pra minzinha ficar rica e perseguir o verão forever tale quale Giselão!

Dá pra fazer macumba pra tudo: foder a vida (tá escrito assim), arrumar marido, emagrecer, ficar inteligente, deixar vesgo. Dá até pra fazer cair os dentes do seu desafeto. Mas ai, acho over fazer cair dente!

Pois é, agora além de tudo, virei macumbeira (uma coisa Vanessa da Mata abraçando a negritude nagô). Aproveita, vai lá e fortalece meu Anjucá de Jurema. É só clicar no fortalecimento!

Olho gordo

Mas assim gente. De tudo, mas TUDO que ela tem, do namorado mara aos 50 quilos bem distribuídos, passando pela conta bancária, o que eu mais invejo na Gisele Bündchen é a capacidade que ela tem de perseguir o verão.

Se liga. A nega consegue reunir todo o bonde gaúcho lá na Costa Rica pra comemorar o aniversário. "A idéia é curtir o churrascão e o verão do hemisfério Norte". Tá bom!

Carai! Como eu queria poder perseguir o solstício de verão pelos hemisférios da vida...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Peixoto Peixe Vivo

Era uma vez o Peixoto Peixe Vivo. Um peixinho serelepe que vivia no bairro da Água Branca, coral 119 (o mais colorido) do bloco 5. Peixoto teve uma infância feliz, com pais tranqüilos e equilibrados, nada muito emocionante, nada muito desgastante.

Desde pequeno Peixoto gostava de dar saltos mortais com direito a piruetas e duplos carpados. Todos elogiavam o talento do pequeno peixe. Até que Peixoto cresceu. E no seu aniversário de 18 semanas seu pai o chamou de canto e disse: você já é um adulto, está na hora de arrumar um emprego.

Peixoto, sem esmorecer, disse "serei um peixe saltador". E não deu outra, em pouco tempo se tornou uma lenda em Água Branca. Multidões se enfileiravam para vê-lo rodopiar, contorcer, revirar.

Sr. e Sra. Peixe Vivo explodiam de orgulho ao verem o nome do filho brilhar nas luzes da ribalta. Mas o tempo foi passando e Peixoto já não tinha o mesmo prazer em saltar de outrora. Já não se divertia como antes, nem mesmo com o duplo carpado. E cada vez mais o fazia por obrigação e mecanicamente.

Mas não podia desistir, porque era aquilo que ele fazia de melhor, era só aquilo que ele sabia fazer. E assim continuou por toda a sua breve existência aquariana... FIM!

Moral da história: não importa o que você faça. Trabalhar é sempre uma merda!

Ps.: para os desavisados. Não estou com problemas no trampo, nem nada. Tá td certo. Só acho que se trabalhar fosse bom, ninguém te pagava pra isso.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Alterego

Bom, como qualquer maluco eu já abracei diversos ateregos. Eu não deveria dizer isso, mas houve uma época em que até a Xuxa figurou minha mente. É não me orgulho, mas justifico que nessa fase eu era um ser desprovido de superego. Era apenas um id ambulante e indefeso que não pesava mais que uma arroba e 100% inconsciente. Ou seja, uma criança.

Da época da Xuxa até hoje eu evolui (ah vá, um pouco!). Passei a pesar umas 4 arrobas e abracei alguns alteregos mais interessantes. Principalmente, porque deixei de ser esquizofrênica e caí na real inclusive com meus amigos imaginários (leia-se não loiras, não brancas e não de cabelos lisos). Oh que vantagem!

Sei que hoje, depois de algumas mudanças o meu alterego no momento é alguém bem foda. Simplesmente por EU quis assim.





Valeu Lory!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Piaf

Ontem eu assisti ao filme "Piaf - Um hino ao amor". Ok, o assunto é velho, mas como eu boicoto cinemas em prol do meu bolso, tenho que esperar que outros formatos de mídia cheguem ao mercado. Bom, o que interessa é que estou completamente apaixonada e queria compartilhar. Há muito eu não via uma história tão sensível, sublime, FO-DA!



Non, je ne regrette rien
Non!
Rien de rien...
Non !
Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !
Non!
Rien de rien...
Non !

C’est payé,
Balayé,
Oublié,
Je me fous du passé !
Avec me souvenirs
J’ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n’ai plus besoin d’eux !

Balayé les amours,
Avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours
Je repars à zéro...

Non!
Rien de rien...
Non !
Je ne regrette rien
Ni le bien
Qu’on m’a fait,
Ni le mal,
Tout ça m’est bien égal !
Non!
Rien de rien...
Non !

Car ma vie,
Car mes joies,
Aujourd’hui,
Ça commence avec toi !

Como vocês non parlê francê como moá, vejam a tradução aqui.

terça-feira, 1 de julho de 2008

The end

Olha, eu acredito no fim do mundo. É sério! Acho que essa porra toda vai acabar. Pelo menos, da forma como a gente entende, vai. Ainda não sei como vai ser. Se cairão bolas de fogo do céu, se o sertão vai virar mar e se o mar vai virar sertão. Ate aceito sugestões...

Mas a minha dúvida é quando. Porque antes eu achava que ia demorar um pouco e tals, mas agora tenho observado detalhes que tem me feito repensar essa demora.

Por exemplo, recentemente um amigo contou algo foda. Ela tava vacilando ali na região da Av. Paulista, onde exite mais pombos do que gente corporativa (mentira). Daí que ele viu uma pomba comer uma Ruffles em um único golpe. Meu, a fiadaputa jogou a batata pra cima e numa bocada engoliu. Pânico, terror e aflição!

Logo em seguida, ele encontrou um outro amigo que ao esperar o farol abrir para pedestres se ligou que uma pomba fazia o mesmo. A ave maldita estava esperando o sinal abrir para atravessar a rua! E quando abriu, ELA FOI!

Tudo bem gente, meus amigos não são normais, além de meio vagabundos também. Porque né? Ficar por aí observando pomba é coisa de aposentado. Mas vê se isso não tem cara de fim do mundo???

Eu consegui até imaginar. Vai ser uma coisa tipo Eu Sou a Lenda, só que no lugar de zumbis seremos comidos por pombas mutantes.

Duvida? Espera só elas enjoarem de Ruffles...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Perdoa te

Percebi que a minha maior dificuldade nessa vida é me perdoar. Fazendo uma análise do meu passado, em toda a linha do tempo, eu percebi o quanto eu sempre sou dura comigo mesma. O quanto tenho medo de errar e depois de encarar meus erros.

Chega a ser contraditório o quão somos capazes de ser tolerantes com os erros alheios, caridosos com os fracassos de terceiros e ridiculamente cruéis quando se trata dos nossos próprios erros.

E se engana quem acha que isso tem a ver com bondade e altruísmo. Nevaaa. Pra mim, isso não passa de uma forma de se redimir por meio da desgraça que não nos atingiu. É a chance que temos de nos sentirmos úteis, fortes e um pouco deuses. Você vê no outro a sua fraqueza e, de certa forma, se dignifica ao tentar dar apoio. Mentira! Porque a fraqueza que você vê é sua.

Quer saber? Ninguém é capaz de ajudar ninguém! Simplesmente, porque não existe terceirização. Ou você se ajuda, ou nada feito. Ou você quer mudar, ou não. É sempre uma questão de escolha.

Sejamos mais honestos com nossos erros, porque é só através deles que podemos ir além. Encaremos nossas próprias mazelas. Aquelas que fazemos de tudo para camuflar. E depois disso, perdoemo-nos e sigamos em frente.

Ninguém consegue sozinho

A separação foi pra mim uma morte e um renascimento que aonteceram ao mesmo instante. Foi o efeito da eliminação de um átomo de medo do ser. Acreditava amar aquele homem, mas aquilo que realmente eu amava era o meu sofrimento e o medo que, àquela altura, tinham se tornado familiares e indolores. Sozinho não teria conseguido jamais.
"Ninguém consegue sozinho."

Dreamer

terça-feira, 17 de junho de 2008

Tu mereces?

Por tempos julgava não merecer
E por isso pensava passar bem sem ter
Simplesmente por medo de perder.

A ironia está justamente no ponto
Em que mesmo pensando não merecer
Nada me impediu de ter.

E tudo que passei a ter
Com a certeza interna de não merecer
Por vezes, ignorando o medo, o medo da perda
Não me impediu também de perder.

De ter perdas de rumo, de juízo, de querer
Viver é antes de tudo perder
Mas antes de qualquer coisa
Tem que se perder o medo de perder.

Tem que saber que a vida
Só pode ser para você nada mais que aquilo
Que julgas merecer.

Não há castigo ou abrigo,
Nem nenhum inimigo no poder
Aliás, o poder só está
Naquele que ousa merecer.

domingo, 15 de junho de 2008

Clarice...

“Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”

“Eu disse a uma amiga:
— A vida sempre superexigiu de mim.
Ela disse:
— Mas lembre-se de que você também superexige da vida.
Sim.”

sábado, 14 de junho de 2008

O rancor e os tempos modernos II

-Eu liguei pra ele depois que descobri tudo pelo Orkut.
-E ele?
-Ele desligou na minha cara.
-JURA?
-Sim! E de quebra me mandou um e-mail falando pra eu não ligar nunca mais!
-Gente! Que pesado!
-Pesado é o ódio que tô sentindo...


-Ele veio me xavecar no MSN. Com um papinho mole.
-Aquele otário?
-Ele mesmo! Mas ah! Eu não tava fazendo nada, dei corda pra ver até onde ia.
-E aí?
-Aí ele me chamou de louca. E disse que pego pesada quando fico puta. Que fiz isso com meu ex...
-Mentira? E você?
-Soltei o canil em cima dele! Fiz ele se arrepender de ter nascido.
-Hahahhahaha, que cara idiota! Por que ele vem te cantar e te agride?
-Pelo mesmo motivo que eu não tenho cenouras no lugar de dedos.


-Ele tava me cantando no MSN há meses. E eu na minha.
-E aí?
-Aí um dia ele falou que tava com uma puta vontade de me ver. E eu falei: então vamos marcar alguma coisa.
-E ele?
-Ele falou: pega leve mina!

-Depois de três meses ele me chamou no MSN.
-E o que ele queria?
-Além de me agredir? Queria justificar a presepada (broxada) do último encontro.
-E você?
-Ah! Bloqueei, né?


-Meu ex me ligou depois de um ano!
-Séeeeeeeerio! Tô passada a ferro industrial! E aí?
-Voltamos a nos falar. Já trocamos uns 38 e-mail. Até música ele me mandou.
-E aí?
-E aí nada! Quando perguntei qual era a dele ele disse que eu sempre estrago tudo.
-Ok!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Acidente? Mentira!

Na vida não existe acidentes ou má sorte. Simplesmente porque tudo aquilo que chamamos de acidente é obrigatoriamente precedido por uma decisão estúpida. Ou no mínimo impensada.

Duvida? Então assista a alguns vídeos no estilo cassetadas dominicais. Toda merda que acontece é resultado de outra merda. Ou faça um retrospecto da sua vida e avalie.

O piso tá molhado você passa correndo, leva um tombo, cai quebra os dentes.
Acidente?

Vai rolar uma viagem SUUUPER barata no feriadão com a galera, numa ilha paradisíaca, sem energia elétrica e sistema urbano de esgoto. Você vai, passa raiva, dorme e come mal e pega trânsito na ida e na volta. Acidente?

Você mora em São Paulo, a cidade que não para, a maior metrópole da America Latina, onde se pode saborear comida tailandesa a qualquer hora (mentira) e com uma população de dez pombos por habitante (segundo avaliação própria). Uma delas caga na sua cabeça. Acidente?

Você assina um contrato com uma empresa de telefonia com mil horas de conversação a 0 centavos o minuto sem carência. NUNCA mais na vida, nem que você tenha mudado para um reino far far way, você consegue cancelar o contrato e o seu nome vai parar no Serasa, SPC etc. Acidente?

Você conhece um (a) mavon, todos os seus amigos falam que a idéia é ruim. Você insiste e abraça a causa como se não houvera amanhã. Se fode lindamente de verde, amarelo, azul E branco. Acidente?

Nem fodendo!

Meme

Post altamente chupinhado do Ogro sem a menor autorização. Mas vale a pena propagar.

Um meme é uma brincadeira online tipo corrente (é, o nome é cretino, mas pode ser divertido pra quem tem tempo). Nesse, por exemplo, você pode descobrir aleatoriamente o nome da sua banda, o título e a capa do álbum. Tipo loteria, mas sem prêmio em dinheiro. Tá coçando? Vai lá e faz o seu.

Mas como eu sou sem vergonha mais nem tanto, pra descobrir como fazer seu memê cola no brog dele...rsss.

PS.: você deve estar se perguntando cadê o meu memê né?! Pois é, a minha incompetência photoshopística não permite que eu monte o meu disco! Águém se habilita?

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Desde que o samba é samba é assim...

A tristeza é senhora,
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura,
a noite e a chuva que cai lá fora
Solidão apavora,
tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece,
no quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora

O samba ainda vai nascer,
O samba ainda não chegou

O samba não vai morrer,
veja o dia ainda não raiou

O samba é o pai do prazer,
o samba é o filho da dor
O grande poder transformador

domingo, 8 de junho de 2008

Fazer caber...

Recentemente eu comprei uma Melissa. Um modelo de inverno, flocadinho, de salto, uma graça! Mas foi usar uma vez para vir o desespero. A droga do sapato me machucou tanto que eu não consegui passar meio período do dia com ele. A numeração tava correta, mas ainda assim massacrava meus dedos. Era duro de mais. Uma tortura.

Mas eu tava tão afim dele que fiz de tudo e consegui trocar por um número maior. Pra minha surpresa não adiantou nada! Agora, além de me machucar, ele fica saindo do pé.

Conclusão, se algo na sua vida não está servindo, não adianta tentar fazer caber. Por mais atraente que a idéia possa parecer. As coisas realmente bacanas simplesmente fluem. As pessoas queridas passam a fazer parte da sua vida naturalmente, sem precisar forçar a barra.

As poucas vezes que tentei fazer algo caber na marra as consequências foram bem parecidas com as do caso da Melissinha. Prejuízo, decepção, frustração e dor, só que nem foi no pé.

sábado, 7 de junho de 2008

Tirou partido de mim...

Eu odeio deprê! Não gosto, não acho digno, não acho necessário. É sério! Sempre fui do tipo que acha que vale a pena sorrir (não como a Solange Frasão). E o melhor jeito de lidar com os momentos bizarros e vê-los como momentos. Que passam!

Talvez por isso, pra mim, o samba é transformador. Assim como o amor, ele é capaz de fazer do drama uma melodia feliz. Por isso, na dor cantada em versos com alegria, no grito estridente da cuíca e no choro surdo do cavaco e vou digerir tudo e superar aquilo que só quem já viveu reconhece.

Mas são tantos os sambas que definem o que eu sinto agora, que nem sei qual deles dividir com vocês. E assim como todo o resto, é preciso compartilhar, fazer um drama, receber atenção, consolo e seguir em frente. Essa é a vida.

Por isso, e só por isso, segue a minha seleção:



"Mas não faz mal
É tão normal ter desamor
É tão cafona sofredor
Que eu já nem sei
Se é meninice ou cafonice
O meu amor"





"Agora sei
Desfilei sob aplausos da ilusão
E hoje tenho esse samba de amor, por comissão
Fim do o carnaval
Nas cinzas pude perceber
Na apuração perdi você"




"Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira"





"Apesar de tudo existe
Uma fonte de água pura
Quem beber daquela água
Não terá mais amargura
Oh!..."




"Tem sempre o dia em que a casa cai
Pois vai curtir seu deserto, vai.
Mas deixe a lâmpada acesa
Se algum dia a tristeza quiser entrar
E uma bebida por perto
Porque você pode estar certo que vai chorar"




"Se algum dia eu encontrar
Um novo amor
Hei de ter amor pra dar
Amor e paz
Por isso eu vou
Guardar meu peito
Até quando por direito
Este amor chegar"


E pra finalizar...o hino do rancor...


É, as coisas mudam...por mais que a gente não queira aceitar.
:-{

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Fim!

Há alguns meses eu postei essa música aqui, mas hoje ela está fazendo bem mais sentido. Metafóricamente falando, claro!

Não Vou Ficar
Tim Maia

Há muito tempo eu vivi calado, mas agora resolvi falar
Chegou a hora, tem que ser agora, com você não posso mais ficar
Não vou ficar, não
Não posso mais ficar, não, não, não

Toda verdade deve ser falada e não vale nada se enganar
Não tem mais jeito tudo está desfeito e com você não posso mais ficar
Não vou ficar, não
Não posso mais ficar, não, não, não

Pensando bem
Não vale a pena
Ficar tentando em vão
O nosso amor não tem mais condição, não

Por isso resolvi agora te deixar de fora do meu coração
Com você não dá mais certo e ficar sozinho é minha solução
É solução, sim
Não tem mais condição, não, não, não

domingo, 1 de junho de 2008

E agora?

Essa é a mina:

Fim de semana bacalhau

Nesse finde a temperatura caiu uns 15 graus. Lógico que com esse frio pra mim é impossível sair de casa. Logo, o que me resta é comer feito uma louca e dormir. E como eu gosto de inventar moda na cozinha lá fui eu fazer pratos calóricos. Segue a receita conforme o combinado (sem medidas, é claro):

Escondidinho de bacalhau

Ingredientes:
Bacalhau desfiado
Batatas
Azeitonas
Tomate
Alho
Margarina
Cheiro verde
Pimenta
Mussarela

Preparo:
Dessalgue o bacalhau beeeem, trocando a água umas 100 vezes. Depois desfie, tire os espinhos e a pele e refogue no azeite com alho e pimenta. Deixe cozinhar para ficar macio. Junte o tomate e as azeitonas. Deixe secar um pouco da água, mas cuidado para não ficar muito seco e endurecer. Acrescente o cheiro verde picado. Reserve esse refogado.

Cozinhe as batatas com alho, talos de salsinha e sal. Depois amasse-as como se fosse fazer um purê. Tempere com margarina e acerte o sal.

Coloque o bacalhau em uma forma e cubra com o purê de batatas. Depois forre com o queijo e leve ao forno médio para gratinar.

Pronto!
Quem não come bacalhau pode usar a criatividade e substituir por frango, carne moída e até carne seca.

Manda ver que fica géliça!
;-)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Dragão de Komodo

Quem me conhece sabe. Eu ODEIO lagartixas. Ai gente tá! Tem sempre aqueles que vão argumentar: mas é um bichinho tão inofensivo, que come pernilongos. Em tempos de dengue ela ainda ganha um valor agregado. FU-O-DA-SE! Para mim é o dragão de Komodo! Eu queria muito que elas desaparecessem. Aliás, já era para ter desaparecido. Afinal, elas têm a mesma idade dos dinossauros!

Tá, vocês entenderam que eu tenho pavor, pânico, fobia de lagartixa. E não há argumento no mundo que me faça retroceder. É como se todo o medo que eu tivesse de qualquer coisa nessa vida eu focasse nelas! Até regressão na análise eu já fiz para resolver isso. Porque veja, eu não tenho orgulho de ter medo de algo muito mais impotente do que eu.

Daí que essa semana eu cheguei em casa, abri a porta e uma MALDITA entrou junto comigo. Quando eu vi o rastro branco no chão e me liguei do que se tratava tive um chilique! Subi no sofá, gritei e chorei. Até que me liguei que não havia NIGUÉM para me salvar.

Aí para tudo, não tem platéia, não tem show. Pensei no porteiro, no pretê, no Super Homem, mas todos eles iam demorar de mais para chegar. E se ela sumisse nos confins da casa eu ia ter que me mudar com a roupa do corpo. Eu estava ilhada!

Sem escolha, juntei força deus sabe de onde e decidi matá-la! Sim! Ou eu, ou ela!

Lembrei do veneno. Com as pernas trêmulas eu fui até a cozinha e saquei o o Mortein, que tem um nome ótimo, mas só funciona para baratas! E a fiadaputa só ficava bem lôca. Mas morrer que é bom, nada! Mas mantive a situação sob controle.

Com a larga chapada, eu saquei uma vassoura e cacetei. Mas cacetei tanto! E depois vitoriosa (e com calafrios) eu velei o corpo por alguns minutos. Sem coragem de jogar fora.

E fui pra vida viver, ainda tremendo, ainda chorosa e pensando quantas largatixas eu ainda vou ter que matar nessa vida (?). Só para provar quem é que manda nessa pôrra!

E dias depois me pergunto: quantas lagartixas eu vou ter que matar, Brasil!

Ps.: Obrigada Rodrigoh, pela remoção do corpo.