sexta-feira, 30 de março de 2007

A teoria da bolha

Num desses dias de gastura, sem entender por que mesmo sabendo qual a coisa certa a fazer, muitas vezes escolho a opção errada, um amigo me contou uma teoria interessante. A teoria da bolha.

Nos cursos de mergulho o instrutor explica que em momentos de pânico, quando o mergulhador perde o senso de direção, o melhor a fazer é confiar nas bolhas. A idéia é soltar bolhas e observar para qual direção irão e segui-las. Isso porque dentro d’água o ar sempre buscará a superfície. Logo, as bolhas sempre estarão na direção certa.

Mesmo assim, muitos mergulhadores, segundo esse meu amigo loroteiro, ficam tão sem eixo que na hora do desespero acabam indo para o lado oposto. E lógico, dá merda!

E isso vale para tudo nessa vida. A gente sempre duvida da bolha!
Mesmo tendo noções de física (nem que seja uma vaga idéia adquirida até o 3º colegial), em situações difíceis a gente insiste em tomar a decisão errada.

Sabemos, por exemplo, que se jogar na balada na terça-feira resultará em uma quarta-feira beeeeem dolorosa (principalmente se você tiver mais de 25 anos). Estamos cientes também que se sairmos (só mais uma vez) com aquele ex vai dar merda (já deu várias vezes!). Mas mesmo assim a gente insiste e persiste no erro! Por quê? Por causa da teoria da bolha!

A boa notícia é que uma hora a gente entende o ponto certo da maionese* e aprende, nem que seja aos 60 anos, a seguir a bolha!

*leia aqui sobre o tal ponto da maionese

;-)


quarta-feira, 28 de março de 2007

Por que um blog?

Apesar de ser jornalista e escrever para Internet, mais especificamente da área de TI (tecnologia da informação), eu já disse que não sou uma pessoa tecnológica. Eu engulo novidades hightechs praticamente todos os dias da minha vida. Mas não, não tenho câmera digital, iPod, e nenhum outro tocador digital, ou qualquer outro gadget. Faço uso de tecnologia quase que por obrigação moral imposta por uma era. Não acesso nem atualizo ou conheço pessoas via Orkut, não tenho um Flickr e, até o momento, não tinha um blog.

E agora você deve estar se perguntando o que levou essa louca que vos escreve a criar seu diário virtual. A resposta é fácil e sucinta: relógio biológico. É, a idade chega para todos e para nós mulheres ela vem com uma carga a mais, a vontade de ter um filho.

E nunca pensei que fosse dizer isso, mas estou com vontade de abraçar a maternidade. Antes que meus amigos mais próximos tenham uma síncope quero deixar claro que não pretendo engravidar. Estou falando de uma vontade inconsciente, saca? Quase choro de angústia quando vejo uma criança fofa na rua... E filme então? Tá foda!

Mas em meio as esses surtos maternais eu lembro da minha samambaia e das outras quatro plantas que eu alimento de três em três meses. Elas só não morrem de inanição porque a Cá lembra de aguá-las com mais freqüência.

Logo, como sou uma pessoa incapaz de ter um cacto não posso ousar pular para o topo da escala das responsabilidades onde se encontra a digníssima maternidade. Por isso a melhor opção foi parir um blog. Foi uma decisão difícil, porque eu queria mesmo era “criar” algo mais animado como um cachorrinho, gatinho ou qualquer fofisse capaz de interagir, dar amor e receber.

Mas como filhotes em geral não podem ser “aguados” de três em três meses, vamos com calma. E se esse blog sobreviver eu compro um bonsai e dou mais um passo na escala...

;-)

terça-feira, 27 de março de 2007

Por que não o puf vermelho?

Porque ele está ridiculamente murcho! Hunf!

Senta que vem coisa boa

Estava eu sentada na sala de casa fumando uma bastoneta nicotinosa e deliberando com a Cá, que mora comigo, quando tive um daqueles momentos da vida de vai ou racha (pode ser deita e dorme também) e levantei e disse: SIM! VOU CRIAR MEU BLOG!

Me enchi de coragem e dei uns cinco passos até o computador. Mesmo tendo apurado com antecedência como passaria por essa difícil tarefa, ainda me sentia um pouco tensa (quem me conhece sabe que não sou uma pessoa tecnológica, mas isso fica para um post futuro). A Cá nem pestanejou, riu da minha cara mais um pouco e já levantou para ajudar na empreitada (Sim, ela é uma pessoa tecnológica!).

Ok, adimito. Não doeu nada. Mas a tensão que havia passado voltou na hora da escolha do nome. (Sim, eu sou MEGA indecisa!) Pensamos algumas bobagens até que depois de uma chuva de idéias (Sim, porque na minha vida não existe brain storm!) veio a maior delas. Cá olhou para o puf na sala (Sim, aquele que dá sono em todo mundo que passa pelo Abacaxi) e disse "SENTA NO PUF"!

Eu, cá com o meu delay básico, 30 segundos depois exclamei: "SENTA NO PUF! QUE ÓTIMO!" Daí foi só complementar com o "verde" e pronto! agora tenho um blog (Sim, acho que estou me tornando uma pessoa tecnológica! Agora só falta virar repórter de tecnologia!).

É pessoal, tá morta essa galinha! Espero que vocês gostem (pelo menos de vez em quando) do que eu postar aqui. E se não gostarem, por favor, não contem (Sim, eu prefiro um elogio falso a uma crítica sincera!).

;-)