quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Pois é

Faz tempo que eu não venho aqui. Tempo suficiente pra dar nó na garganta. Tempo suficiente pra rever valores, rancores e amores. Tempo suficiente pra me perguntar o que eu quero dessa vida mais garrida.

Daí que eu volto, sempre volto ao Puf. Tenho que refletir em algum momento. Mesmo que seja a contra gosto. Mesmo que seja por desgosto. Mas eu venho. Venho aqui reavaliar as minhas escolhas. E por mais que não exponha todos os detalhes sórdidos, eu venho.

Venho pedir desculpas, venho me redimir. E venho me fazer mais forte. E editar me. Porque a alma de quem escreve é a mesma. Sempre. Seja Hamingnway (chato), seja Platão (outro chato, só que virgem), seja Camões (confuso), seja Pessoa (foda), seja Clarisse (foda também), seja repórter, seja você, seja eu. O tormento é sempre o mesmo: a inerente falta de compreensão e necessidade de auto-afirmação. Nossa em relação ao mundo e o mundo que se foda.

Hoje, particularmente eu tô com ódio, não que eu não sinta isso com a mesma freqüência que sinto amor. Mas hoje, particularmente, eu estou com ódio. Daquele de si mesmo? Daqueles que te faz repensar, digerir.

Tá tudo mesmo tão errado? Será eu errada na vida de saída. Pq né? Pra estar errada desse tanto, a essa altura, só pode ter errado de saída.
Mas e aí, existe outro jeito?
Outra forma mais fácil de errar.
Errar de maneira fácil. Só eu mesma pra solicitar algo assim.
É que né? Pedir pra não cagar no pau já é demais.

Texto vomitado, no melhor estilo que eu sei fazer.
Rancor múltiplo no core. Mas com amor suficiente pra continuar tentando.
Então, foda-se.