domingo, 12 de julho de 2009

Sol, mãe e letras

Oi Puf, que saudade! Faz tempo que não sento aqui pra lamentar, compartilhar teorias inúteis e piadas ruins, né? Isso porque ando meio que evitando contato com meu cérebro maluco. Tem muita coisa acontecendo aqui no mundo que dizem ser real. Tá difícil concatenar.

Mas no meio desse malabares sempre há um respiro. Algo que faça valer a pena. E por causa de um desses momentos em menos de 24h eu me emocionei duas vezes. De pura alegria de viver.

Uma foi assistindo ao show micareta do Robertão. Porque né? Rei sem peru da #fail no calendário. Mas ok. O encontro emocionado entre ele e Tremendão me fez chorar e lembrar de quantos amigos queridos eu tenho e pra quantas pessoas eu cantaria aquele verso "não preciso nem dizer tudo isso que eu te digo, mas é muito bom saber que você é meu amigo".

E foi também por outros versos a segunda rodada. No museu da Lingua Portuguesa, mais especificamente na Praça da Língua, com a parte maior de mim sentada do meu lado e muitos versos nas paredes. O melhor foi ouvir o Pessoa:

Nada sou, nada posso, nada sigo.
Trago, por ilusão, meu ser comigo.
Não compreendo compreender, nem sei
Se hei de ser, sendo nada, o que serei.

Fora disto, que é nada, sob o azul
Do lado céu um vento vão do sul
Acorda-me e estremece no verdor.
Ter razão, ter vitória, ter amor

Murcharam na haste morta da ilusão.
Sonhar é nada e não saber é vão.
Dorme na sombra, incerto coração.


Toma essa merenda!

2 comentários:

insupor disse...

legal seu blog!

gremunhoz disse...

Brava! Adoro o MLP, o Sol, o Pessoa, você e sua mãe. <3