sábado, 18 de julho de 2009

Quando a minha mãe vai embora

Eu já não moro com os meus pais há mais de 10 anos. Saí da casa deles pra morar em outro estado. Aquela velha história do filho que vai estudar e acaba não voltando porque decidiu cuidar da própria vida em outro canto e tals.

Mas mesmo estando há séculos longe deles, vendo-os no máximo umas 4 vezes ao ano dependendo do volume de feriados e de grana, eu choro quando minha mãe vai embora.

Geralmente ela vem me visitar em julho. E como boa mineira que é fica no máximo uma semana sempre bradando que "visita é igual peixe, se levar muito tempo fede". Mas esse pouco tempo que ela fica é sempre suficiente pra eu relembrar como é bom ter a mãe por perto e a falta que ela faz. Em alguns dias ela ajeita várias coisas que eu estava protelando, elogia, dá broncas, reclama, consola e se preocupa. Como se jamais tivesse saído da casa dela. E na verdade, não saí mesmo.

Resultado: toda vez que ela parte de volta pro Goiás eu fico com um nó entupindo a garganta. E aí leva um tempinho pra vida voltar ao pique de sempre.
A minha porção filha, que ainda é a maior, agradece a visita.

6 comentários:

Cãmi disse...

óun, logo ela volta.
\o/

bjomeliga disse...

Se quando a minha mãe vai embora - e ela vem, sei lá, a cada 15 dias - eu já fico com apertos no peito, imagino você.
Dá um abraço _o_

André B. Tosello disse...

C'est La Vie

gremunhoz disse...

Nesse eu marejei os ÓIO!

Circe disse...

Ain, eu que o diga Dona Lara!

No meu caso, a visita sempre sou eu. Ela nunca vem. Mas quando eu vou... E quando eu vou pra ficar 20 dias como foi dessa última vez, ai o negócio aperta mesmo. Mãe junto é bom demais. Mas, veja se você não concorda comigo quando eu digo que só é assim tãaaao bom porque é vezinquando? A gente sabe bem o que é mãe perto. E mãe sempre perto não é assim essa coisa maravilhosa do mundo todo. Tem seus momentos, claro!

Mas o que importa mesmo pra essas filhas desgarradas é aquele amor transbordante, aquele cafuné fora de hora, aquele colo que parece que existe pra apoiar a nossa cabeça... Ai, que saudade de mainha!

Beijo pra tu, nega! E continua escrevendo que a gente continua lendo.

Anna Oh! disse...

1a visita aqui...

ooowwwn, e q post fofo! Qdo vivemos com a mãe a coisa pega, e é difícil a saudade bater assim... mas longe, ah, longe faz uma falta danada!

Bjus