quinta-feira, 28 de maio de 2009

04:18

Fazer o que quando tudo o que se quer é que não amanheça. Ou que pelo menos se esqueça de que é noite na sua acabeça. Rimas pobres de espírito. Sonhos mais próximos de pesadelos.

Nada basta, nada supre. Terapia e fugas são só exercícios. Chocar, a essa altura, não causa nem impacto. Soa até infantil. Fazer o quê? O que fortaleceu, não matou.

E se não matou é porque não era para morrer. Mas até aí morrer é só consequência de qualquer viver. Para começar é preciso acabar. E se é pra viver eu vivo, se é pra brigar eu brigo, se é para acabar eu acabo.

E nessa prova, fujo e me arrependo no próximo passo e depois de tudo, esculacho. Como se a mim não pertencesse. Como se não matasse a sede, a escacez de uma vida da qual eu não desisto. Simplesmente por saber que desistir não me livra nada, nem da culpa de ter escolhido o que escolhi. Só o persistir que é supervalorizado.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ah, chora!



Ovo de galinha magra...gora.
Todo mundo que eu conheço...chora.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Generalizar, blerg!

Todo mundo generaliza. Eu, você, o Papa (principalmente o Papa). Mas isso não significa que colocar todo mundo no mesmo saco seja bacana. Pode até não ser errado, mas é tão razo quanto o box do meu banheiro.

E das generalizações que ouço com freqüecia, a que mais me irrita é a clássica "mulheres são competitivas". Não dá nem pra compreender o que o cidadão quer dizer com isso. Elas competem pelo que exatamente, e com quem? É o tempo todo?

Se isso vier de uma mulher me irrita mais ainda! Porque sim, eu tenho muitas amigas, todas saudavelmente diferentes de mim e eu nunca me senti numa gincana com elas.

Muito pelo contrário! Elas são amorosas, elogiosas e companheiras. Riem comigo de piadas boas e ruins, me apoiam nos momentos difíceis, comemoram comigo os meus grandes feitos e me dão bronca se me auto deprecio. Inclusive, em alguns momentos, elas gostam mais de mim do que eu mesma e demonstram um puta esforço para me puxar pra cima. Pra mim isso tá mais pra compartilhar do que pra competir.

Lamento por quem não tem isso na vida e lamento mais ainda por quem não tem e coloca a culpa no gênero.

PS.: Só complementando, não são as mulheres que começam as guerras, oprimem outros povos, tiram racha, saem na mão. Pelo menos a maioria delas não. Também não foram as mulheres que inventaram as competições por esporte com o único objetivo de provar quem é melhor.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Meritocracia da vida: fail

Chega a ser engraçada a forma como as coisas se impõem diante da gente nessa vida. Desde criança somos condicionados ao esquema: Aja direitinho que você ganha um biscrok. E assim seguimos. Fazendo a lição, para ter mais horas de televisão. Comendo o brócolis, para ser brindado com o sorvete. Tirando boas notas, para ganhar a visita do bom velhinho. Até que você cresce e percebe que esse tipo de meritocracia não existe na vida prática.

Você tenta e faz a coisa certa. Estuda, trabalha se dedica, mas a conta não fecha. Aí muda de tática, se corrige, melhora e NADA de biscrok.

E nessa matemática questionável quem sai vencendo é só a culpa católica. Porque na busca eterna por um lote com vista pro mar no éden todo mundo tenta se enquadrar. Só que no fim das contas é tudo pessoal e intransferível e o fato de você agir corretamente de acordo com a sua lógica e ética não te garante nada nem de bom nem de ruim.

Simplesmente não existe crime, nem castigo. Muita gente faz pouco e ganha muito. E tem até quem não faz nada e só recebe.

Fail! Fail! Fail!

Festa no estômago

Ai ai ai...