quinta-feira, 2 de abril de 2009

A árvore da felicidade!


Eu adoro plantas em geral. Talvez por elas darem muito sem pedir quase nada em troca. Ou talvez porque isso me aproxime muito da minha mãe, da minha terra e da Terra.

Tanto que tenho algumas em casa. Cada uma delas traz uma história que se confunde com a minha. Três são heranças de amigas ex-roomates queridas: a árvore da sorte, a trepadeira indócil e a samambaia requenguela (que de requenguela não tem nada).

Elas já testemunharam os melhores e os piores momentos da minha vida em SP. Acompanharam-me em SEIS mudanças. Sobreviveram a momentos de dedicação extrema, em que quase as matei afogadas, e a fases de total desleixo, em que quase as matei de inanição.

E no ano passado, mais uma surgiu. Um raminho intruso apareceu no vaso do boldo, que estava falecendo. A princípio era só um brotinho sem graça que parecia mais uma praga. Até pensei em arrancar, mas fiquei com pena.

Pra minha surpresa, com o tempo vi que era o macho da árvore da felicidade. Fiquei tão feliz que a transferi para um vaso exclusivo. Ela vingou e cresceu com a determinação. Mas eu sempre pensava: falta a fêmea.

Até que no fim do ano, como de praxe, eu fui pra casa dos meus pais em Goiás. E num desses bate-papos de quintal com a minha mãe eu avistei uma árvore com mais ou menos 1m30 de altura e folhagem exuberante. Era ela, a fêmea!

Tia Neuza preparou uma muda, enrolou no jornal e colocou na minha mala de retirante. Quase 15 horas depois eu despenquei em SP. Desfiz a mala, corri para o vaso e soquei a mudinha do lado do macho.

Os dias passavam e ela perdendo as folhas e eu, a esperança de vê-la crescer. Eu trocava idéia, botava água, tirava os galhinhos secos, mas nada. Até que um broto verde claro despontou. Novinho, novinho. E depois dele vários outros vieram. E agora já precisarei de um vaso maior para que minha árvore da felicidade possa de fato virar uma árvore!

Tá, eu poderia ter comprado essa planta clichê. Eu poderia ter matado o mini ramo no ano passado, até. Mas qual seria a graça?

7 comentários:

Cãmi disse...

Resumindo: tem planta copulando no nosso apartamento! Tem um casal fazendo sexo na nossa sala!
Essa morada já teve mais pudores...
hehehe
\o/
bjunda

gremunhoz disse...

A graça é criar e recriar, como você fez. LINDO! Quem não tem gatos, joga com plantas. Elas estão aí pra nos defender. Parte minha e da tia Zeny estão no Abacaxi, cumprindo esse papel, por meio da samambaia requenguela! Que felicidade! ;-)

Danielle disse...

É engraçado como as coisas "não-humanas", como animais e plantas, têm a capacidade de nos comover...o amor que vc descreveu com as plantinhas, eu comparo com o que tenho com a minha vira-lata...é um sentimento tão puro e sem cobrança que chega a me emocionar. Lindo texto, Lara! Beijão gata.

RodOgrO disse...

"Três são heranças de amigas ex-roomates queridas: a árvore da sorte, a trepadeira indócil e a samambaia requenguela (que de requenguela não tem nada)."

Hã... esses eram os apelidos delas??? Pq num passado distante conheci mesmo uma trepadeira indócil... ;P

Pataca disse...

E agora me lembrei que enquanto os meninos de 5, 6 anos têm amigos imaginários, eu tinha um samambaia como grande amiga. Gente boa ela, que nunca reclamou de eu puxar suas folhas desde o talo. Coitada, morreu verde.

Roberta Nina disse...

Oi Lara!
Conheci seu blog fuçando na net. Acho que vi seu link no blog da Lelê (eneaotil) e adore suas histórias.
Um beijo,
Nina

Roberta Nina disse...

Oi Lara!
Conheci seu blog fuçando na net. Acho que vi seu link no blog da Lelê (eneaotil) e adore suas histórias.
Um beijo,
Nina