segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Top 5 lama songs

Eu nem ia fazer, mas tá todo mundo da blogosfera várzea fazendo. Não resisti. Segue aí a minha lista de músicas ideais para abraçar o travesseiro e chorar como se não houvesse amanhã.

TOP 5 - Ain't Got No - Nina Simone

Ain't got no home, ain't got no shoes
Ain't got no money, ain't got no class
Ain't got no skirts, ain't got no sweaters
Ain't got no faith, ain't got no beard
Ain't got no mind

Por que? Porra, ela não tem nada nessa vida! Nada! Melhor morrê logo!

TOP 4 - Ela partiu - Tim Maia
Ela partiu, partiu
E nunca mais voltou
Se eu soubesse onde ela foi iria atrás
Mas não sei mais nem direção
Várias noites que eu não durmo
Um segundo
Estou cansado
Magoado exausto
E nunca mais voltou

Por que? A mina foge e ele ainda iria atrás de soubesse onde ela está. Mais lama que isso, impossível.

TOP 3 - Samba do Amor - Teresa Cristina e grupo Semente
Quanto me andei
Talvez pra encontrar
Pedaços de mim pelo mundo
Que dura ilusão
Só me desencontrei
Sem me achar
Aí eu voltei
Voltar quase sempre é partir
Para um outro lugar

Por que? Porque é samba, é triste, é foda! E se é pra chorar, eu choro sambando.

TOP 2 - Ain'T No Sunshine – Al Green
Ain't no sunshine when she's gone,
It’s not warm when she's away.
Ain't no sunshine when she's gone,
And she's always gone too long
Anytime she goes away.

Por que? Quando ela se vai nada mais presta. Eita negão romântico!

TOP 1 - Atrás da Porta - Chico, o Buarque de Holanda.
Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei, eu te estranhei
Me debrucei sobre teu corpo e duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito, teu pijama
Nos teus pés ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua
Por que? Não consigo conceber nada mais fossa foda do que a frase "Te adorando pelo avesso pra mostrar que ainda sou tua"

Confira outras trilhas para encarar o bueiro com estilo do João Pedro, da Dri e da Rapha. Dizem que Lelê e Rodogro vão fossar também. Dizem!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sem Medida


Aê macacada, eu acabo de abrir um novo blog. O Sem Medida. É que como já tô com a vida ganha, decidi me dedicar só ao que eu gosto de fazer: escrever, cozinhar e comer.

No Sem Medida estarão as receitas que eu faço em casa e que já dividia com vocês aqui no Puf. Nada elaborado, nada complicado, nada sofisticado. E tudo sem quantificar, porque não sei fazer isso.

Espero que vocês gostem das minhas dicas e participem enviando as de vocês. E o Puf, segue com a programação normal de cagação de regras.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Diferente de quem, cara pálida?

Desde que cortei o cabelo tenho chamado mais atenção que o normal. Já sou meio escandalosa, tenho uma voz grave, falo alto e também não sou das mais mignons (ai que boa vontade com as 5 @’s que me pertencem!).

Pois é, desde que dei aquela tosa no cabelo, e finalmente, cantei pra subir um black power, só dá eu chocando no busão. E agora, com o cabelo mais original que já tive na vida (no sentido de origem, pq esse é meu cabelo puro e simples) ouço coisas como: nossa! Você é tão diferente!

DIFERENTE DE QUEM CARA PÁLIDA? De você? Graças! Dos outros negros do mundo? Nem tanto. Dos ETs? Com certeza!

Tá bom, eu também dei uma clareada nas madeixas, e isso ajuda no choque. Mas aposto que 11 em cada 10 mulheres pintam o cabelo nesse País!

E o melhor de tudo é a aura glam que agora me persegue: "Você só pode ser cantora". Ah é? Ninguém além da Vanessa da Mata pode assumir um sarará, assim impunemente??? Trabalhar num banco? Não com esse cabelo, que é puuuro estilo!

Sem contar que enquanto ele era comprido eu era obrigada a evitar salões de beleza. Onde eu entrava vinha uma maldita querendo tacar uma boa dose de formol na minha cabeleira. "Faz uma progressiva nele, boba!" Nãaaao! Posso não querer alisar meu cabelo, posso?

Olha, sei que a gente se pauta pelo que vemos e por conceitos que já conhecemos. Eu tb faç isso. Mas ai, chega uma hora é preciso desapegar um pouco dos estereótipos e preconzinhos datados.

Pois é, eu sou negra, pus os cabelos pra cima e fodam-se todos. Não, não sou cantora, nem atriz, nem capa da Sexy edição espcial afro-descendentes. Nem faço nada tão glamuroso ou célebre. Sou só uma jornalista, pobre loka e convencional em quase todos os aspectos da minha vida. E a única diferença que existe está na cabeça de quem me vê!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Deu a louca no gerente!

O ano, né? E o que mais gosto dessa história Natal/Réveillon é que a gente torra tudo em dezembro. Limpa o cofre, solta a gaita, dá fim no cascalho. Sem dó! Não tem crise global que segure a fúria gastante das boas festas.

Aí chega janeiro. Preguiçoso, ressaquento, mavon, quente (pelo menos deveria) e ... pobre. E por ironia da vida e mero apelo econômico dos porcos capitalistas o MUNDO entra em promoção. E tudo, mas TU-DO passa ter preços IM-PER-DÍ-VE-E-E-IS!

Tudo está com 30, 40, 50, 60 quiçá 70 por cento de desconto. TV de LCD, calça, sofá, bolsa, ar condicionado, tapete, livro, biquíni, lençol. Ou seja, o gerente resolve desovar todo o estoque nas suas costas. Até a onofre.com tá fazendo liquidação de protetor solar!!!!!

E você, ainda sentindo o gosto da cidra na garganta e todo o peso da fatura do cartão de crédito que insiste em chegar, sofre consternado. Enquanto isso, como se estivesse na Faixa de Gaza, é bombardeado por news letters, malas diretas, vitrines amarelas, etiquetas vermelhas e vendedores que mais parecem soldados israelitas (ou palestinos, tantufaz) gritando Sale!

E na ânsia de ter tudo aquilo que se quer só que pela metade do preço você abraça o dilema: comer ou não comer, eis a questão? Afinal, qual a importância dos alimentos na sua vida perto daquele jogo de canecas da TokSotk?

Sim, eu sou consumista! E o pior, adoooro!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Alguns @'s a mais

Todo fim de ano é assim. Família reunida, fraternidade, presentes e comida. Muuuita comida. Resultado, na melhor época do ano pra se tirar a roupa a gente sempre acrescenta umas @* a mais no corpinho. No meu caso, basta cruzar a fronteira de Goiás, ali em Itumbiara, que começa o processo de engorda do gado. De saída a melhor empada do mundo mora lá, no posto BR.

No mesmo dia (23/12) da minha chegada a Rio Verde já rola o tradicional strogo de aniver da Lara. Como e repito, claro. E no outro dia (24/12) rola o almoço jatevi com direito a parabéns. À noite: ceia! Perú, carne assada, farofa, arroz com brócolis na manteiga e passas. E dá-lhe sobremesa. No outro dia, tudo de novo com a sobra da ceia.

Chega o grande dia. A Neuza saca o panelão e coloca umas 30 bolinhas pra sapecar. Milho verde, frango, pimenta de cheiro, arroz branco e ele, o insuperável pequi! Nossa, eu achei que fosse ter um treco de tanto comer.

E seguimos numa sucessão de orgias alimentares com tudo que há de sagrado na culinária goiana (ou importado de outros estados): Pamonha, espetinho, arroz de carreteiro, churrasco, peixe assado etc.

Até que chega a hora da virada. E com ela o lombo da Neuza. Aquele que dá vontade de entrar na panela e abraçar, dormir junto, dar filhos e sustentar. Pra se ter uma idéia ele começa a ser preparado no dia anterior, dorme no tempero, e de manhã vai pra panela de ferro onde é assado por horas até ficar com uma cor e textura de fazer cair o cú da bunda. Um dia eu serei sábia o suficiente pra preparar esse lombo.

Resultado, eu chego em 2009 com vários presentes (o Papai Noel tb foi gordo), muita boavon, cansada (das 15 horas de viagem pelo Brasil), sem saber usar o hífen e com algumas @'s a mais no figurino...

*o arroba (@) antes de ser um caractere usado no seu e-mail é uma unidade de medida que equivale a uns 12kg. Lá no Goiás (e em outras cercanias) é usada pra mensurar peso de gado de corte na comercialização. É, minha gente, sertão tb é cultura.