domingo, 7 de dezembro de 2008

Pequi é vida!



Eu adoro o mês de dezembro. Por diversos motivos. Primeiro porque é o mês do meu aniversário (24 de dezembro, anota aí mané!) e eu amo fazer aniversário. Além disso, tem natal, abraços a lot, ano novo, pausa no trampo, presentes (sempre ganhei dois), peru, lombo, champa, estrogão da tia Neuza de aniver pra Larissa etc...

Mas tem uma coisa que torna dezembro ainda mais especial: é o único mês do ano que dá pequi. Sim, pequi. Pra quem não conhece é um fruto bizarro do cerrado muuuito usado na culinária goiana. (Vai na Wikipedia, vai!)

Na verdade a época do pequi vai de setembro a fevereiro, mas eu só posso comer de fato em dezembro que é quando eu colo na Terra Média por mais tempo.

Mas como pra tudo dá-se um jeito nessa vida eu acabo de receber uma notícia incrível. O Chico Barrigudo me chamou no MSN pra dizer que já estocou uns dois litros* de pequi pra mim. Pois é, ele compra, congela e eu trago na mala quando volto pra SP.

E eu gosto tanto, mas tanto, que vocês não imaginam os micos que eu já paguei traficando pequi de um estado a outro. Foram inúmeras as vezes que fiz a retirante pobre loka e trouxe o tal no busão. Como são TODAS as horas de viagem, ele acaba descongelando e mesmo com cinco mil voltas de papel filme e um pote super isolante o cheiro dele predomina e dá-lhe: "Eeeee goiana! Me convida pro pequi!"

É, porque o pequi é bem peculiar. Não só no cheiro, como na cor e no gosto. Ele exige toda uma prática na hora de comer. Porque dentro da sua casca dura tem milhões de espinhos. Ou seja, é só pra iniciados ou sob supervisão.

Tem um amigo que jura que nós, goianos, na verdade não gostamos de pequi. "Porque ninguém gosta daquilo. A gente come porque se acostumou desde cedo e não lembra o quanto é ruim".

Bom, se for isso mesmo o condicionamento teve 100% de sucesso comigo. Desde que meu pai falou das bolinhas eu não consigo pensar em outra coisa. Até porque passo grande parte do meu dia pensando no que comer.

*não, não foi erro meu. O pequi, apesar de sólido, é vendido em litros. Juro! Se liga na latinha na banca...

PS.: hoje eu fiz a última leva do meu estoque de pequi. Ficou incrível e eu comi uns três pratos. Ai ai ai...Morri!

PS2.: Como agora tem vôo pra Rio Verde, apesar do medo que tenho, vou de avião. Será que consigo traficar pequi aereamente falando???

6 comentários:

O Digitador! disse...

Nossa... nem sabia que era goian... pra mim era coisa do nordeste... sei lah... acho que já comi uma vez no arroz... mas se for o negocio eh estranho mesmo! As vzs eu vejo pessoas vendendo no centro de sp em carrinhos q nem esse da foto!

Responda rápido: pequi ou chocolate?!?







duvido que o estimado pequi naum tenha perdido!



bjos

Pedro Spoladore disse...

Aqui em Cuiabá o pequi também muito tradicional. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Vendedor_de_pequi.jpg)
O centro histórico de Cuiabá cheira a pequi. Infelizmente eu odeio pequi, passo mal só de sentir o cheiro, não sei o porquê! =P

Ric disse...

Larinha! Já passei alguns meses da minha vida no cerrado. Gosto muito de São Jorge (chapada dos veadeiros)e fui algumas vezes para lá! Eu gosto de Pequi! Me convida?
Beijos

ric.

Raphaela Ximenes disse...

Sempre quis provar Pequi, adoro frutas bizarras.
Agora, o que quero comentar mesmo é minha inveja que tem vôo para sua cidade, e eu ainda tenho que enfrentar 8 horas dentro de um onibus chacoalhando pela Mantiqueira atéééééééééé Varginha.

Anônimo disse...

AAAAAAAAiii amiga, to com vc e nao abro!!...goianas do pé rachado, legitimas que somos, nao tem como nao gostar daquela pelota amarela lambuzenta,deliciioooooooooooosaaaaaaa!!
beijocas
alimulher

Cãmi disse...

E não esqueça o carregamento extra pra roommate.
\o/

bjones