segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Vou de táxi

Se você mora em São Paulo, não tem carro e morre de mavon como eu, deve andar muito de táxi. Uma coisa Nova York só que sem glamour e pagando mais caro. E se você anda muito de táxi já deve ter se ligado que existe um universo paralelo nesse meio de transporte.

Uma vez dentro de um táxi tudo pode acontecer. E acontece! Eu já vivi situações de toda ordem. Fui cantada por um taxista na volta da balada em plena 23 de maio, às 4h da madrugada, no pior estilo dá ou desce. (Nesse caso é mata ou morre) Eu já me imaginei degolando o FDP, chutando pela porta e fugindo com o carro, claro! Porque descer na 23 naquela hora é uma idéia ruim!

Teve também uma vez que peguei o mesmo táxi duas vezes sem querer. Mas o bom foi que o taxista lembrou da minha palhaça e de quebra me devolveu um avental de garçon que eu e uma amiga tínhamos esquecido no carro da vez anterior. (Nesse dia contamos 15 piadas pra ele em troca de desconto. Funcionou). Né, Ladybug?

Sem contar aquela que tava eu e uma amiga (né, Ladybug?) num taxão quando encostou do lado um Voyage trabalhado no Durepox com duas minas e um cara dando um beijo triplo. O cara era pior que apanhar na rua. Mas as duas ficavam olhando pra gente e fazendo cara de vantagem. Eu não sei o que invejamos mais na suruba pobre: o careca disputadaço, o beijo triplo ou o Voyagera furta cor. Sem contar a observação pertinente do taxista sobre a cena: aaaaaah isso tá me cheirando a séquiço!

E como a coletânea táxi driver mundo bizarro não acaba nunca, hoje fui buscar minha TV no conserto e peguei um na volta. O motorista era do tipo que faz amizade. Um dos mais chatos, por sinal.

Daí que depois de compartilhar todos os problemas conjugais da vida, ele resolve me apresentar clipes de zouk* pelo celular. Pois é, ele me obrigou a ver quase quatro. E ainda fazendo o alternativo que não ouve rádio porque não toca nada que presta.

"Conhece o Puff Daddy? Então, esse cara é o Puff Daddy da França". Ó, que vantagem! Minha sorte, se é que existe alguma, foi que no começo do quarto clipe cheguei em casa.

*zouk: uma espécie de lambada francesa das Antilhas. Tem gente que vai querer me bater, né Dani?

9 comentários:

Nicole disse...

hahahahaha
Eu viro do avesso rindo com o que tu escreve...
Ô sorte danada essa tua!
Tudibom pra ti!

:)

Danielle disse...

Não é lambada francesaaaa! Será que eu ia virar truta do motoras e acabar no Carioca Club, dançando e rodando (literalmente)?
aahuhuahuahuahuahuhahuahua
Bjo, minha nêga linda. Mimijei de rir.

Murfy disse...

Ai ai! Eu racho o sarro! Cheguei aqui pelo BLIP, parabens pelo gosto musical e mais sorte com os taxistas!
Tudo bem que bebada e de matina é complicado, mas meu conselho: Vá de bike!
Prazer
Andre

RodOgrO disse...

Será que era cara de vantagem mesmo? Será que não era cara de "ajuda, por favor?" hahahahah

Murfy disse...

Como eu sou novo no Blip nao tenho certeza se te passei certo, mas o Conflito de Paulinho da Viola ja esta lá, Upei.
Abraxxx
Murfy

Inagaki disse...

Catzo, que frase sensacional: "aaaaaah isso tá me cheirando a séquiço!". Digno das melhores pornochanchadas de todos os tempos!

Cãmi disse...

Odeio taxista q faz amizade. Socorro.

bjomeliga disse...

Eu já peguei táxi com você, mas não aconteceu nada supimpa. Que eu me lembre...

gremunhoz disse...

Amiga, impossível não soltar uma gargalhada ao ler esse texto. Motivos vários... eu também faço parte da comunidade "Vou de táxi,ce sabe". A Angélica que o diga... nem é bom calcular, mas com o que gastei de táxi daria pra ter comprado alguns carros, ou não, vai saber... Uma coisa que eu ainda quero escrever é um livro sobre taxistas, e isso é comment antigo. Se quiserem entrar na dança, fazemos um texto coletivo. Por fim, é uma pena o taxista chato gostar de zouk, porque eu também ADORO!!! Buena Vista total! ;-))