terça-feira, 16 de setembro de 2008

Que passa?

Definitivamente o mundo é sem noção. Pelo menos, no meu mundo, cada vez mais eu vejo gente fazendo coisas extremamente sem noção!

Hoje, por exemplo, eu peguei o busão para trabalhar como tenho feito rancorozamente nos últimos meses. Tá, eu sei que ninguém gosta de pegar ônibus. Em se tratando de São Paulo então, só piora.

E eu tenho uma teoria de que quase tudo que é coletivo é horrível. (É, não gosto de gente, assim no geralzão. Muita então, nem se fala!) Afinal, corpo a corpo só é bom quando é opção. E no caso dos transportes coletivos a regra do cada um no seu quadrado simplesmente não existe. Nêgo invade seu espaço sem dó. E você fica lá, absorvendo involuntariamente fluidos corporais de quem você nem conhece.

Mas voltando ao episódio sem noção da semana. Eu entrei no busão, mirei no primeiro lugar vago que vi e sentei. Ao lado de uma mina no melhor estilo quévêgent's*. Até aí foda-se, né? Não!

Ela estava com uma outra amiga quévêgent's. Só que cada uma sentada em uma dupla de bancos diferentes. Detalhe, os lugares AO LADO delas estavam VAGOS! Mas em vez de sentarem juntas e conversarem civilizadamente, elas ficaram espalhadas pela parte da frente do ônibus falando aos berros sobre algo NADA relevante, claro!

Manuuu, que ódio! Eu tava de fone, com o volume no máximo, e ainda assim eu ouvia o papo da cretina sobre a prova do supletivo! Tomanocú!

E não pára aí não. Pra falar com a amiga que tava sentada lá na peida, ela virava o corpo para o MEU lado e soltava aquele bafo da morte na MINHA cara! Meu, não basta gritar na orelha alheia, tem que não limpar a cova também!

Lóoogico, que eu não conseguia ouvir a música nem me concentrar na leitura edificante da apostila do CFC! Até que quando eu já estava lacrimejando de nojódio e com metade do rosto dentro da pashimina, abençoadamente vagou um lugar que não era ao lado das duas.

Eu corri pra lá com uma cara de cú com câimbra e no resto do trajeto fiquei pensando no que passa na cabeça das pessoas...

PS.: eu tb perco a noção várias vezes, mas costuma achar.

*esse termo foi criado pelo Kbelo. E define pessoas de origem e gosto duvidosos que quando freqüentam grandes centros ficam na nóia de conhecer points de agito. Elas são conhecidas por repetirem constantemente a frase "quero ver gente", mas com sotaque e entonação bem peculiares. Daí lê-se quévêgent's! Precon na veia!

4 comentários:

Beijomeliga disse...

Entendo todo o rancor da situação. Mas, no momento em que me encontro, qual seja o de total abobalhadice, talvez fosse tão sem noçao quanto. Minha sorte é que por enquanto estou sozinha dentro do carro.

gremunhoz disse...

ahahah, essa do kbelo foi d+.
E 'nojódio', então? Adorei, super prático!

Acrescentemos aí aquelas pessoas que por acaso você olha dentro dos coletivos e elas pensam que vc realmente está olhando pra elas, e reagem com uma cara muuuito feia. Claro que você tava olhando na direção delas, só que para o além... no meu caso, quase sempre, pois metrô é como box durante o banho: ótimo pra pensar na vida! ;-))

Danielle disse...

Adouro NOJÓDIO. Já adotei. Bj, Barg

Lu disse...

tb adorei o "nojódio"...hahahaha
mas oq tem nestes ônibus da vida é gente sem noção.
falam, gritam, esbravejam, como se estivessem em casa.
e o celular então? bom, sem comentários quando aquela pessoa grita: ALÔ!!! que até quem tá no ônibus da frente escuta e aí começa aquele papo maravilhoso que ninguém tá com o mínimo interesse de ouvir... é um saco
tb me dá um nojódio..hehhehe
bjs