sábado, 7 de junho de 2008

Tirou partido de mim...

Eu odeio deprê! Não gosto, não acho digno, não acho necessário. É sério! Sempre fui do tipo que acha que vale a pena sorrir (não como a Solange Frasão). E o melhor jeito de lidar com os momentos bizarros e vê-los como momentos. Que passam!

Talvez por isso, pra mim, o samba é transformador. Assim como o amor, ele é capaz de fazer do drama uma melodia feliz. Por isso, na dor cantada em versos com alegria, no grito estridente da cuíca e no choro surdo do cavaco e vou digerir tudo e superar aquilo que só quem já viveu reconhece.

Mas são tantos os sambas que definem o que eu sinto agora, que nem sei qual deles dividir com vocês. E assim como todo o resto, é preciso compartilhar, fazer um drama, receber atenção, consolo e seguir em frente. Essa é a vida.

Por isso, e só por isso, segue a minha seleção:



"Mas não faz mal
É tão normal ter desamor
É tão cafona sofredor
Que eu já nem sei
Se é meninice ou cafonice
O meu amor"





"Agora sei
Desfilei sob aplausos da ilusão
E hoje tenho esse samba de amor, por comissão
Fim do o carnaval
Nas cinzas pude perceber
Na apuração perdi você"




"Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira"





"Apesar de tudo existe
Uma fonte de água pura
Quem beber daquela água
Não terá mais amargura
Oh!..."




"Tem sempre o dia em que a casa cai
Pois vai curtir seu deserto, vai.
Mas deixe a lâmpada acesa
Se algum dia a tristeza quiser entrar
E uma bebida por perto
Porque você pode estar certo que vai chorar"




"Se algum dia eu encontrar
Um novo amor
Hei de ter amor pra dar
Amor e paz
Por isso eu vou
Guardar meu peito
Até quando por direito
Este amor chegar"


E pra finalizar...o hino do rancor...


É, as coisas mudam...por mais que a gente não queira aceitar.
:-{

Um comentário:

gremunhoz disse...

E pra fechar com chave-de-ouro, a gente lá naquele sambinha apertado, risos...