quinta-feira, 28 de junho de 2007

Consciência eu morri?*

"Não minha filha, só amadureceu. Aliás, achei que isso não fosse acontecer nunca!"

Você descobre que está envelhecendo quando num sábado à noite o programa ideal dentre tantas opções é ficar em casa tomando um creme de queijo quentinho dentro de um pijama ingualmente no mesmo estado.

Quem diria heim? Depois de anos 100% balada, de repente, sua casa passa a ser seu lugar preferido e sua cama quentinha a melhor opção numa sexta-feira que fecha uma semana dura de trampo.

É, eu sempre gostei de uma furupa. Mas agora a coisa mudou. Não é depressão, nem TPM, nem nada de errado. É só o saco de se jogar que diminuiu. E tudo passou a ser mais difícil. Só de pensar em trânsito, estacionamento, filas...aaai que preguiça.

O seu ímpeto forever yang definitivamente se foi. E o melhor, você nem se incomoda com isso. Pelo contrário, até gosta. Vai pra casa e fica lá feliz com os 80 canais a cabo como companhia.

É minha gente, essa é a parte boa. E, de certa forma, acho que amadurecer deve ser isso mesmo. Perder aos poucos a ansiedade, querer mais do que quantidade e reconhecer uma boa oportuniade. Seja para se divertir a noite inteira, ir para casa dormir ou reunir a furupa toda em casa mesmo e morrer de rir.

;-)

*Frase da Dory, protagonista de Procurano Nemo.
Eu recomendo para o rejuvencimento! Aliás, provem...

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Um lamento

Para cada momento perdido
Pelo riso engasgado
Por cada saudade apertada

Pela aquela resposta mal dada
Por um choro engolido
E pela espera sem chegada

Para suspiros escondidos
Por um abraço não apertado
E aquele sentimento encravado

Pelo rancor guardado
Para a mágoa mal resolvida
Pelo choque do já esperado

Pelo que já é passado
Para o que já foi vivido
E agora, está morto e enterrado

Um último lamento pelo o que há de vir
E há de ser bem vivido
E melhor ainda, lamentado

;-)

terça-feira, 19 de junho de 2007

A vida é uma gincana

Quando eu era criança lá na Terra Média, todos os anos na semana do estudante, minha escola era dividida em duas equipes e se transformava em uma espécie de Coliseo. Só que no lugar dos gladiadores romanos, estávamos nós, os alunos.

De repente, você se vê na quadra poliesportiva (sempre quis usar essa palavra em um texto), cercado de outras vítimas. No lugar de escudos, lanças e leões, tem sacos de linhagem, colheres e ovos.

Você é obrigado a participar de atividades de gosto duvidoso como corrida do saco e do ovo na colher ou enfiar a cara num prato lotado de farinha de trigo para encontrar um maldito anel de plástico! Aliás, eu nunca entendi como podiam chamar isso de brincadeira?

Mas a pior parte era que não importava quem vencesse, a tortura era a mesma para as duas equipes. E só hoje, séculos depois, que eu consegui entender todo o contexto pedagógico por trás disso.

Eu cresci e continuo participando da gincana. Só que agora ela é um grande campeonato mundial que dura todos os dias do ano, todos os anos. Passo a vida tentando correr com um saco piniquento no pé, equilibrando ovo em colher e procurando anel em prato de farinha de trigo. E quando penso que acabou, começa tudo de novo. Independente de qual equipe saia vencedora.

E o pior é que entre torcida, suor, risos e lágrimas tenho a nítida sensação de que não vai acabar nunca...

:-S

terça-feira, 12 de junho de 2007

O primeiro depois de cinco...

Eu tentei resistir, mas não consegui. O dia já caminha para o final, mas eu tive que postar algo sobre o fatídico dia 12 de junho.

Não quero fazer nenhum manifesto Xiita contra as datas comemorativas capitalistas criadas pelo homem só para movimentar o comércio blá blá blá... Até porque eu super participo delas. Eu presentearia um índio no dia 19 de abril se pudesse e conhecesse um.

Mas que rola uma certa pressão social nessas datas, ah rola! Tipo hoje, dia dos namorados. Você tem ser romântico! Não interessa se está numa fase difícil do relacionamento o planeta inteiro vai te oprimir com paixão, romance e libido no ar.

Como no Natal, quando cunhados vagabundos, sogras rancorosas, noras fofoqueiras e primos sem noção se reúnem em volta da mesa para celebrar o amor e a paz enquanto se entopem de peru, com farofa e salpicão. Ninguém queria estar ali, mas TEM que estar afinal, Jesuis nasceu.

Não é rancor não gente. É só verborragia mesmo. Na verdade eu nunca fui namoradeira. Aliás, passei a maioria esmagadora dos dias 12 de junho sem namorado. E acho que até me saí bem. E também fui muito feliz nos cinco anos em que passei pela data devidamente acompanhada. E hoje, vou passar o primeiro deles, depois de cinco, sem um namo pra chamar de meu. Mas tá tudo certo, exatamente onde deveria estar.

O que não entendo muito bem e me incomoda é a pressão externa. Se você não namora tem que estar murcho ou desesperadamente a procura de alguém. Se namora tem que estar obrigatoriamente flutuando de felicidade engrossando as filas de lojas, restaurantes, cinemas e motéis. Aliás, tem coisa mais de mau gosto do que fila de espera de motel? Deus me livre e guarde dessa má hora!

Em suma. Presentear um namorado é incrível, ficar junto com a família nem se fala e comer chocolate é necessário. Mas não precisamos de datas para isso. E é mais gostoso ainda quando essas ações vêm com espontaneidade.

Como já disse, não estou propondo um boicote às datas comemorativas. Acho que elas até prestam um serviço, porque obrigam os chatos, desligados e rancorosos a demonstrarem, pelo menos uma vez por ano, carinho pelos seus iguais. Mas vamos combinar de fazer isso sem pressão gente!

Love is in the air pra vocês!



;-)

terça-feira, 5 de junho de 2007

A espera do quinto dia útil...

Tem aquela semana no mês em que já passou o dia 31 e vai passando o primeiro, o segundo, o terceiro...e nada de chegar o bendito quinto dia útil!

Tem meses que a espera por ele pode durar até o dia 10! Juro! Basta ter um feriadinho de nada que pronto! Seu salário nunca mais cai na vida.

E é nessa semana que você vive momentos de tensão toda vez que vai pagar alguma coisa. Aqueles segundos depois que você digita a senha parecem uma eternidade. Conectando... Processando... Você consegue até pressentir o vexame!

Frases do gênero "Cartão não autorizado" ou "Saldo insuficiente" passam a fazer parte da sua vida e você sofre. Aí decide que sair de casa não é uma boa idéia, já que não pode pagar pelo que anseia consumir.

Ou então, saca a cara de pau que Deus lhe deu e manda logo um "passa no crédito". O problema mesmo é quando nem no crédito dá mais. Nesse ponto fodeu. Se você fosse uma empresa com certeza pediria falência.

Mas como não é esse o caso você só vai ter que lidar com os olhares de desdém dos passadores de cartão que gritam mentalmente: POBREEEE!

É, é assim que você se sente. Pobre. Até que o quinto dia útil chega e tudo volta ao normal. Não que você fique rico com isso. Mas consegue pagar as contas (quase sempre) e seguir em frente no limite.

E de quebra recupera o fôlego e a coragem de fazer mais dívidas até o proximo 5º dia útil. Que com certeza vai demorar pacarai...

Visa: porque a (dí) vida é agora!

Essa é do Rui!

;-)

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Paz na Terra aos homens de boa vontade!

É, depois de uma semana sem postar, resolvi resurgir das trevas com uma ode à boavon. Pode ser um manifesto contra a mavon também!

Como você já deve ter intuído boavon é o antônimo de mavon. E nesses últimos dias eu percebi que a humanidade se resume nesses dois grupos: os boavons e os mavons. Com pequenas variáveis, mas é.

Por exemplo, no mesmo fim de semana encontrei clássicos de mavonisse. Um deles foi no "Lugar de Gente Feliz": o cara que valida o tíquete do estacionamento. Gente, ele só faz isso e deve ter um turno de no máximo seis horas. Mas ainda assim consegue tratar mal as pessoas e ser tão mavon, mas tão mavon, que erra na validação.

O outro foi o cara do açougue, ainda do "Lugar de Gente Feliz" (eu estou começando a achar que de feliz ali só tem o seu Abílio). O mavon me fez ficar em pé esperando uns 15 minunos, enquanto ele picava carnes que nem dono tinham ainda. Foi preciso que o cara da peixaria batesse no vidro e pedisse que ele me atendesse. E o infeliz ainda veio puto da vida! Como pode? Pode!

Se você não está feliz com aquilo que escolheu pra fazer da vida mude! Vá procurar o que te satisfaz. Mas não transfira sua mavon para os outros. Ninguém tem culpa das suas insatisfações. Ou melhor, ninguém nem sabe se você está ou não insatisfeito.

Além do mais, a boavon move o mundo, as pessoas e a economia. Quantas vezes você não tomou uma cerveja a mais, levou mais um par de meias ou voltou na mesma padaria só porque foi bem tratado? É real isso!

É lógico que todos temos dias de mavon, daqueles que preferíamos não ter saído da cama. Mas poxa, eu me recuso a ser mavon com a vida. Se eu me propus eu vou lá e faço com gosto. E de preferência rindo! É o mínimo.

Portanto, inicio a campanha: "Paz na Terra aos homens de boa vontade"! E convido vocês a me enviarem sugestões de nomes de mavons e boavons famosos (pode ser anônimos também). Assim, não restará dúvida para os mais desavisados. Bora?

Já mando logo dois pesos pesados:

Mavon:
- GW Bush
- Ativista dos direitos dos animais que queria sacrificar o Ursinho Knut depois dele ter sido rejeitado pela mãe. (imaginem se ele não gostasse de animais)


Boavon:
huuum, no momento não me lembro de nenhum boavon vivo! Socorro!


;-)