domingo, 27 de maio de 2007

Suspicious Minds

É, Suspicious Minds. Eu me identifico com o Rei. Amo as músicas dele, mas essa em particular, é foda. Tem dias que fico no looping do iTunes e ouço ela no repeat umas 20 vezes, sem sentir.

É que pra mim a vida tem trilha sonora. O planeta tem trilha sonora! Fala aí, praticamente tudo que a gente vive tem uma música associada!

Tá, eu sou negra (tenho insistido muito nisso ultimamente). E parafraseando o Gaba, um outro crioulinho amigo meu, preto num pode ouvir uma lata caindo que já sai dançando. Mas sei lá, mesmo que você não seja tão musical assim, deve ter uma trilha pra sua vida. Tem que ter! (caso contrário, que vida triste a sua!)

É que tudo é uma grande associação. Você está numa situação e toca uma música. Pronto! Associação executada com sucesso! Já era. Entrou pra trilha. Sempre que você ouvir vai voltar àquele momento. Acho sensacional!

Sem contar que a associação não é restrita. Você pode usar uma mesma música para diversas situações.

Nesse momento eu estou Suspiciuos Mind. Sim, cabrera pacarai. E detalhe, essa é uma música que está na minha vida há séculos. Tipo amigo bom. Veio pra ficar. Volta e meia ela se encaixa e volto eu para o looping do iTunes.

Então segue um pouco de suspeita pra você...



;-)

sábado, 26 de maio de 2007

Crazy

I remember when, I remember, I remember when I lost my
mind
There was something so pleasant about that face
Even your emotions had an echo
And so much space

And when you're out there
Without care,
Yeah, I was out of touch
But it wasn't because I didn't know enough
I just knew too much

Does that make me crazy?
Does that make me crazy?
Does that make me crazy?
Probably

And I hope that you are having the time of your life
But think twice, that's my only advice

Come on now, who do you, who do you, who do you, who
do you think you are,
Ha ha ha bless your soul
You really think you're in control

Well, I think you're crazy
I think you're crazy
I think you're crazy
Just like me

My heroes had the heart to lose their lives out on a
limb
And all I remember is thinking, I want to be like them

Ever since I was little, ever since I was little it
looked like fun
And it's no coincidence I've come
And I can die when I'm done

Maybe I'm crazy
Maybe you're crazy
Maybe we're crazy
Probably

Não consegui linkar o clipe original, então segue um genérico mesmo...



>Tradução
;-)

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Tudo errado

Por que tem dias que tudo dá errado? Sabe, é como uma antítese do Dia Perfeito. Tudo que você tenta fazer não dá certo. Parece uma conspiração do universo contra você. Quer ver?

Está fazendo 5º nessa merda de cidade. Eu, que não suporto frio, decidi me antecipar e comprar um aquecedor. Comprei via Internet, o tio Visa pagou e ele chegou ontem, a tempo de me proteger do frio do século. Tava tudo perfeito. Eu ia até dar uma festa inaugurativa!

Mas quando eu chego em casa e tento ligar o aquecedor ele simplesmente NÃO FUNCIONA! Chorei! Ah chorei. E não, não é drama (eu não sou dramática, pelo menos, não mais que a maioria das mulheres).

Mas para completar o quadro da dor sem a moldura, o atinconcepcional acabou e eu entrei em temporada de TPM. Logo, choro e chocolate dominaram a minha cama. Ok, amanhã será outro dia, eu pensei. Mas não, o quadro continuou ruim e com viés de baixa...

Depois de reclamar por séculos na cabeça de um pobre amigo que se dispôs a me consolar durante o almoço, para melhorar eu decidi comprar uma blusa linda e barata que tinha visto numa vitrine ontem. Quem é mulher entende o efeito imbatível das compras contra a TPM. Só que para minha surpresa, quando eu chego na loja, advinha? A blusa acabou! Isso! ACABOU!

Lógico, ela é linda e barata. Todas as imbecis do mundo tiveram a mesma idéia. O tiro saiu pela culatra, e o que seria minha injeção de ânimo só serviu para aumentar o tormento.

Sim estou exegerando. Mas é assim que me sinto. Fazer o quê? Já seguro a onda de coisas muito mais pesadas sem reclamar. Tento manter o foco na maior parte do tempo. Sou alegre, positiva e até meio Polyanna, pra não dizer otária.

Mas tem dias, como hoje, que não dá. Simplesmente não dá! Tô cansada, chateada, com vontade de jogar a toalha. E para não focar no que é realmente grave, prefiro ficar puta e chorar por causa do aquecedor que não funciona e da blusa linda e barata que não pode ser minha...

Pelo menos hoje é sexta.

;-(

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Palhaça marcante

Você sabe o que é ir apenas uma ou duas vezes em um mesmo lugar e as pessoas já lembrarem da sua cara e até do seu nome? Pois é, isso SEMPRE acontece comigo! E digo mais, nem é legal!

Eu costumo dizer que isso acontece porque tenho um palhaça* marcante. Não, não estou me achando. Até porque ter um rosto memorável não significa que você é a Gisele Bünchen ou o Ronaldinho (Tá bom, eu também não quero ter a cara dele). O significado é só um: as pessoas lembram de você.

No meu trabalho isso até que é bom. Como repórter preciso que as fontes associem a palhaça e a voz e aos textos e me contem TUDO! Mas o outro lado não é lá muito bom.

Por exemplo, todo mundo fazia merda na escola né? Pois é, mas eu era a primeira (e às vezes a única) a levar bronca no bonde da folia (bom esse nome né?) porque as professoras sempre lembraram da minha cara.

Outra. Todo mundo vai pro boteco, mas o garçom só lembra da "moreeena". Pronto, oh a fama de pé de cana! Não que eu não seja, mas convenhamos que não é sonho de consumo de ninguém ser um bêbado famoso.

Sem contar o agravante de que a minha cara não mudou quase nada ao longo da vida. Você não imagina o que é encontrar pessoas que estudaram com você na 3ª série e elas: "Nossa! Você não mudou nada em 20 anos!". Ou seja, todos os chatos que passaram pela minha vida me reconhecem. Saco!

Bom, eu refleti muito e acabei atribuindo isso, em parte, ao fato de eu ser "minoria" desse País. Afinal, somos uma nação formada por descendentes de europeus (né?). Temos aqui levas e levas de filhos e netos de portugueses, italianos, espanhóis, franceses, judeus. Mas africano é mato! Ninguém aqui descende da África, com exceção de uns gatos pingados como meus avós. HAUAHUAHUAHUAHUA

Logo, como temos "pouquíssimos" pretos no Brasil, os poucos que circulam por aí acabam sendo inesquecíveis. Tipo: "Olha! Um negro!"

Eu mereço viu!

*Palhaça: cara, rosto ou face, segundo o Pivo. O mesmo autor da bastoneta nicotinosa. É, ele é bom nisso!

;-)

terça-feira, 22 de maio de 2007

Noite

Tento tragar a noite
Como se fosse mesmo um cigarro
Na ância de fugir dela
A cada gole de fumaça

Abraço a realidade escura com ternura
Mas, ao mesmo tempo, com a repulsa
De quem fecha os olhos pra dormir
Mas não consegue

Vivo conforme o predestinado
Sem saber, se quer, se destino existe
E ainda assim, tento prever o que virá
Em vão

Até que o dia, insistentemente, mata a noite
Trazendo com ele o recomeço
Mas também, mais do mesmo

Só resta-me abraçá-lo
E salpicar em mim mais esperança
Coragem e um pouco de muito medo

Para continuar engolindo a vida,
Tragando a noite e pondo pra fora a cada baforada
Aquilo que odeio..

;-)

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Tadica!

Imagine seus amigos fugindo de você em massa. E você sem entender o porquê.
Não consegue imaginar né? Então assista:



Ô dó!
A piada é muito boa, não resisti!

E para alegrar de vez a sua sexta vai um Chicken Police:

Vai Passar

Mais um texto velho. Tipo quatro anos. De repente senti essa vontade de compartilhar com vocês as velhices... Pelo menos algumas delas... Não sofram, são sentimentos antigos e já superados, mas que, por algum motivo (que desconheço), acho digno...

Segue:


Vai Passar

Porque nada dura para sempre. Nem mesmo o que é bom.
Um dia eu vou rir de tudo isso.
Vou sentir que cresci, que mais uma vez me levantei e fiquei mais forte do que antes.

Por mais que seja difícil interiorizar agora, vai florir de novo e vai ser melhor, maior, mais intenso.
Assim como hoje está bem melhor que ontem.
Essa é a graça e a nossa desgraça.

Vivo cada escolha sem culpa e sem arrependimentos.
Porque a questão não é o certo ou o errado.
É o aprendizado.

A alma cresce experimentando a vida.
Sofrendo, morrendo e renascendo na possibilidade de reinventar amores, dores e pavores.

Porque a capacidade de errar é um dom.
Só os corajosos quebram a cara. Os covardes são fracos demais para se arriscarem. Seja lá com o que for.

Vai passar porque a vida é assim, uma passagem.
E se não tiver risco, não tiver fatos, não tiver tato, ela passa sem sentir.

E para mim, isso já é a morte!


;-)

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Velha infância

Esse post começa com um plágio dos Tribalistas. Aquela fase punk em que Marisa, a Monte, resolveu andar com Brown, o Carlinhos. Mas ok, a gente já superou. E o termo se encaixa. Logo, eu simplesmente plagiei. Sem dó!

Isso porque o post é uma homenagem ao meu fim de semana. Um fim de semana que encontrei meus amigos de infância. Foda!

Faz bem saber que existem no mundo pessoas com as quais eu fico sem falar por um, dois, três anos e quando as encontro é como se nada tivesse mudado desde o ponto em que partimos, um da vida do outro.

É uma sensação de estar em casa. As piadas ainda funcionam, as músicas ainda emocionam e a intimidade é a mesma. Com esses amigos não precisar explicar, justificar ou ter tato.

Os amigos de infância te enxergam através do que você se tornou. Dentista, cientista, jornalista, advogado, publicitário, médico, marido ou esposa. Para eles você continua sendo aquele mesmo bobão. Que tinha medo do mundo, da vida, dos outros. E ainda assim ele te abraça e quer saber de você como se nada nunca os tivesse separado.

Como é boa essa sensação! E é por isso, que sempre andarei quilômetros para vê-los, revê-los e sentir, que por mais que eu tenha crescido ou pense que minha vida tenha mudado, ainda existe no mundo gente que conhece a minha essência.

Essa é pra vocês Companheiras Isoldas e Los amigos!

;-)

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Sensação térmica

Como já disse, a quarta-feira foi tensa. Por isso, decidi que ela merece dois posts pelo preço de um!

Como eu também já disse, a temperatura caiu consideravelmente de ontem pra hoje e trouxe à tona um termo que eu não ouvia desde o último inverno. A tal da sensação térmica.

É assim, o termômetro está marcando 15º, mas a impressão, devido a outros fatores, é de 8º. Frio pacaraleo! E ao prestar atenção nisso, eu percebi que em muitos outros momentos da vida a "sensação térmica" é bem mais punk do que o frio real.

É mais ou menos assim: Algo deu errado e consequentemente, você está sofrendo por isso. Mas na real, o seu sofrimento é bem maior do que o algo em si. Tanto, que quando passa a "sensação térmica" e você olha para o termômetro, vê que nem tava tão frio assim.

As adversidades sempre vão existir na sua vida. E a melhor maneira de lidar com elas é tentando reduzir a "sensação térmica". Mas o problema é que ela existe sim e quando você sente, não alivia saber que o termômetro está marcando pelo menos 7º a mais. Você continua com um puta frio!

O único jeito é se encapotar e esperar passar...

;-)

Eeeee quarta-feira!

Ontem foi um dia tenso para nós moradores de São Paulo. Começamos a maratona com duas coisas na cabeça: a chegada do santo homem (que pra mim nem é tão santo assim e, se pá, nem tão homem, mas ok) e uma chuvinha fina, gélida e infinita.

O mais incrível de se morar aqui é justamente isso, a amplitude das variáveis na sua vida. Na terça tava tudo bem pra quem envelhece na cidade. Fazia um calorzinho bacana e um congestionamento honesto. Tudo super ok.

Mas aí, como uma piada divina (só pode ser né?), o Papa resolve chegar e trazer com ele condenações pré-históricas e uma queda brusca na temperatura do tipo MENOS 10º! Ninguém esperava isso!

Tá, tá, o Papa a gente já esperava sim. Aliás, já nem queríamos que ele viesse mais, pra ser honesta. Mas os 10º graus negativos eu juro que foi supresa! E das ruins! Quem me conhece sabe dessa minha deficiência em relação ao frio.

Agora, só nos resta descer do maleiro os trajes de inverno, os edredons com cheiro de guardado e torcer para que o Chico Bento XVI siga o mais rápido possível para o Aparecida e nos deixe em paz com as várias variáveis que já estamos familiarizados.

;-)

terça-feira, 8 de maio de 2007

Vireeeeiraaaa, Vieeeeeiraaa, Vieeeeeira...Suzana Vieira*

Hoje eu quero falar do Vieirão! Aliás, adoro falar dele. E ele, obviamente, gosta de ser assunto. Porque nunca vi dar tanto material para linguarudos de plantão (como eu).

Tenho uma amiga meio Madre Teresa, metida a diplomata, que adoura falar "Ai, deixa a mulher fazer o que ela quer, ninguém tem nada a ver com a vida dela".

Desculpa! Mas tenho sim!

A partir do momento que se estampa a própria vida na TV, nas capas de revistas e portais na Web o mínimo que se pode esperar é algum tipo de retorno. Seja ele positivo ou negativo.

Isso acontece comigo (e com todo mundo)! A partir do momento que você abre sua vida, se expõe. E acaba dando aos outros o direito de pensarem o que quiser e fazerem julgamentos próprios sobre suas atitudes.

Eu confesso que já melhorei muito, mas ainda tenho uma Suzaninha morando em mim que de vez em quando aparece para dar seu nada discreto alô ao mundo. E depois que a maldita vai embora eu só me arrependo de ter ido parar na capa da Contigo.

Mas o mais importante é não Vieirar de vez e entendender que é melhor não ter pontos expressivos no Ibope do que dar vexame em audiência máxima.

*esse título deve ser entonado ao ritmo de Poeira, do digníssimo Ivetão!

;-)

Oh o vídeo abaixo. Vê se pode? Ai que vergonha!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

A ignorânica é uma benção?

Em tempos de estréia de Homem Aranha me vem na cabeça a máxima de Stan Lee: "Grandes poderes trazem grandes responsabilidades". E você deve estar pesando "o que isso tem a ver com o título do post?" Eu respondo, tudo!

O tio Ben tem razão, quanto mais você sabe, mais você pode, e quanto mais você pode, maior a sua responsabilidade. Por isso, a ignorância é uma benção.

Pensa bem! Você nunca comeu brigareiro na vida, não sabe que gosto tem. Logo, não terá vontade de comer. No máximo uma curiosidade que pode ser superada, caso você se conforme com beijinho, olho de sogra ou cajuzinho.

Não? Não! Porque por algum motivo que eu desconheço, algo nos impele a uma busca incessante pelo brigadeiro. A gente sempre quer saber mais. E é por isso, só por isso, que hoje comemos carnes assadas, estouramos pipocas e temos luz elétrica em nossas lindas casas.

Sim, o saber é essencial e a busca por ele move a humanindade. Mas que muitas vezes eu preferia não saber de nada, aaah eu preferia.

Ignorar tudo e ficar ali, contente. Sem grandes ambições, poderes ou expectativas. Só vivendo conforme as circunstâncias.

impossível né? Acho que todo ser pensante sofre dessa angústia, em diferentes proporções, mas sofre. E por isso, cada qual tem sua busca. Inclusive o Aracnídeo...

;-)

Eu

Esse também é um texto velho, de 2005, para ser mais precisa. É estranho reler textos antigos. Não sei se acontece com você, mas em mim dá uma sensação de vergonha alheia (de mim mesma!) do tipo "quem escreveu isso?". E ao mesmo tempo você revisita seu passado. Daí bate um alívio por ter passado por aquele momento. Ou porque ele foi triste ou porque foi feliz!

Às vezes quero morrer
Em outras preciso envelhecer
Sentir a vida correr
Sem medo

Quero ser forte
Mas fraquejo
Diante de tudo e de todos
Fazer o quê?

Aceitação é uma busca
Não pelos outros
Mas por mim mesma

Beleza, irrestrita e unânime
É partilhar aquilo que se sente
E sentir muito
Sempre

São tantos eus
Que chego a perder a conta
Cada dia uma vontade
Cada dia um gostar

Sem dar satisfação pra ninguém
Só para não perder o costume
Irreverência no meu mundo é charme
No seu é transgressão

Então eu sou assim
Um amontoado de farsas
E força

Meio sã, meio louca
Meio bruta, meio meiga
Meio lágrimas, meio sorrisos

Tudo muito sortido
Algo meio sofrido

Agora chega!
Hoje vou dormir cedo


;-)

terça-feira, 1 de maio de 2007

O peso da Alma

Que ousadia, quiçá até abuso da minha parte querer ser Clarisse. Siiiim, a Lispector mesmo. Mas que eu queria, eu queria! Fazer o quê? Acho até que não estou sozinha nessa...

A verdade, pelo menos para mim, é que escrever é incrível! Ordenar magicamente as palavras em um papel (nem que seja digital) simplesmente para por pra fora o que se pensa ou sente. E assim alimentar a ilusão de eternizar tudo.

É bem diferente de falar. A fala é exposta, mutante e do mundo. Mas a escrita é contida e, mesmo que anônima, sempre tem dono. E por mais que seja lida e relida, não se desgasta. Pelo contrário, se fortalece, reafirma, vinga!

Ai como eu amo escrever! Mesmo que seja errado, mesmo que sejam devaneios bobos. Mesmo que eu tenha a plena consciência de que não sou Lispector.

Eu só quero vomitar letrinhas despretenciosamente e de quebra, ver que uns poucos (e bons) se identificam.

;-)

Segue o trecho que inspirou o nome do post:

"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."