domingo, 22 de abril de 2007

Pratique o desapego

Posso dizer que uma boa parte da minha vida tem sido dedicada à prática do desapego. Sim, eu admito que tenho uma tendência a apegar-me. Seja a pessoas, a coisas e até mesmo a algumas sitiuações. Não sei porquê, mas quando vejo, tô lá tentando me agarrar com unhas e dentes a algo que já devia ter sido deixado para trás há séculos.

Sei lá, talvez faça parte da condição humana apegar-se. Porque no fundo nos faltam tantas respostas que acabamos nos fixando naquilo que nos parece ser mais garantido. Mas quem disse que essa garantia realmente existe?

Quem declamou que emprego é sinônimo de estabilidade finaceira ou que papel passado é o mesmo que viveram felizes para sempre? E quando descobrimos que não é sofremos taaaanto desnecessáriamente. Porque nos apegamos a ponto de achar que só existe aquilo. É meio parecido com a teoria do Jeans Velho.

Aí abraçamos os problemas antigos por puro medo de viver algo novo. E na balança mental maluca da nossa cabeça esses problemas velhos são como velhos amigos. Meio chatos, é claro. Mas conhecidos o suficiente para lidarmos "bem" com eles. Afe!

A verdade é que o novo assusta. Simplesmente porque que é desconhecido. E traz um combo de novos riscos, desafios e quebradas de cara. Mas também vem cheio de expectativas, aprendizado e coisas boas.

Então, faça como eu. Pratique, ou pelo menos tente, abraçar o desapego. Esse sim merece um abraço, quiçá até uma Coca (Light, é claro!)!

;-)

7 comentários:

Pherdna disse...

Mas nada como aquele cagaço frente a uma mudança. Agente se agarra em qq coisa que tiver na frente, deve ser algum instinto de sobrevivência, coisa genética, ou não... hehehe

Tá foda hein! A cada post o puf vai melhorando. Bjão

Cubo Card disse...

E eu fico pensando... quando se é criança ou adolescente, o "novo" atrai, convida, chama pra entrar. A medida que nos tornamos mais velhos o "novo" dá medo. Essa matemática deveria ser inversa. ou pelo menos, não ter espaço nunca para o não. a negação do novo. Se lembra, Lá, quando com 15 anos fomos de bike para a ponte pedra pra ainda pular de uma cachoeira de 15 metros com ninho de sucuri? (tudo bem que dessa última parte não sabíamos) mas a gente foi na boa, na aventura, no simples fato de experimentar o novo. Isso sim é um grande exemplo de desapego ao velho e apego à crescer, mudar, conhecer novas sensações... Isso é vida e devemos no dar à ela desde o momento em que saímos da barriga da nossa mãe. A nossa condição normal é mesmo a de se apegar, a de não dividir, a de fazer violência... por isso nossa tendência natural fez o mundo que fez... mas ainda bem que o bom barbudo Jesus Cristo veio pra nos mostrar o quanto estávamos seguindo um caminho errado e ainda estamos... vamos agir pelo novo, pelo conhecimento e pela paz! ,)

Joana disse...

É a mania do "controle". O ser humano adora a ilusão de que pode controlar as coisas à sua volta.

E a mudança de uma situação nos dá a impressão de que perdemos o controle e, assim, nos causa insegurança.

O paradoxal é que justamente quando a gente conseguir deixar a ilusão do controle de lado, só aí, a gente vai deixar de se sentir inseguro!

Anônimo disse...

Quero deixar claro que estou tentando fazer comentários nessa padaria há tempos e não consigo. E não é por falta de capacidade tecnológica, é pq esse sistema é uma budega. Pronto, já desabafei, agora posso dizer que concordo com a Joana. Vc é o cérebro do Pink que quer dominar o mundo, mas fica inconformada pq as coisas mudam (rs)

José Maria Granado disse...

Tinha umas caixas de presente lá em casa, que eu guardava pq achava bonitas e que um dia iria precisar pra alguma coisa. Chegou um dia que veio um estalo na minha cabeça e descobri que elas já estavam há anos lá e nunca ia usar. Quando quisesse compraria um novo presente que viria com uma nova caixa mais bonita ainda. Minha vida mudou pra sempre e minha concepção de apego mudou junto. Agora, caixa usada vai direto pro lixo.

Camila disse...

eu to aprendendo ainda. Um dia de cada vez.

Greice disse...

Outra grande verdade, amiga. Apego tem a ver com expectativa, por isso, quando dá errado, a frustração e decepção vem do mesmo tamanho. Quem vai pelo apego, estabilidade e facilidade do 'velho conhecido' nem sempre tomba, mas nem por isso se fortalece. Bom, pra quem já praticou uns bons esportes radicais e morou em mais de 30 casas, eu não sou um bom exemplo de apego, ahahahah. T amo linda. Tá tão madura que vai cair do pé, por isso é bom sempre ter um paraquedinhas à mão, kkk